Polícia Federal combate fraudes em benefícios previdenciários

Operação Jussara desarticulou grupo que fraudava benefícios previdenciários no estado

A polícia federal deflagrou hoje (14) a Operação Jussara, com o intuito de desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes beneficiarias de aposentadoria por idade, pensão por morte, auxilio reclusão e salário maternidade.

Trinta policiais federais e seis servidores do Ministério do Trabalho e Previdência estão cumprindo seis mandados judiciais de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Fazenda Nova e Jussara, os mandados foram expedidos pela 11ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiânia.

Denuncias e Investigação

A investigação, que teve inicio em 2019, surgiu após uma denúncia registrada na ouvidoria geral da previdência social e de levantamentos efetuados pelo Núcleo Regional da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista em Goiás (NUINT-GO), da secretaria executiva do ministério do trabalho e previdência.

As fraudes consistiam principalmente em adulterações de documentos por parte de procuradores e sindicato de trabalhadores na agricultura familiar de Fazenda Nova (GO) e região, bem como na recepção por parte de um servidor sem o devido agendamento (furando a fila virtual), com a imediata concessão do benefício e, quando passaram a ser exigidas as digitalizações dos documentos, não eram realizadas.

Polícia Federal durante busca e apreensão/ Foto: reprodução

Nos casos de auxílio reclusão existia adulterações de certidões carcerárias ou concessões para pessoas cujo instituidor do benefício não estava preso ou recluso. Ainda para os casos de auxilio reclusão e pensão por morte grande parte dos benefícios tinha retroações das datas de início, gerando pagamentos atrasados com valores altos.

Estima-se que a atividade criminosa tenha provocado um prejuízo de mais de 1 milhão de reais aos cofres públicos. Por sua vez, a economia proporcionada, considerando-se a expectativa de sobrevida projetada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chega a pelo menos 4,151 milhões de reais, que seriam desembolsados nos pagamentos futuros dos beneficiários.

Investigados

Ao longo das investigações ficou nítido a atuação de dois advogados e dois presidentes de sindicato de trabalhadores na agricultura familiar.

Os investigados poderão responder na justiça por organização criminosa, estelionato contra o INSS, corrupção ativa e passiva, além de outros crimes que vierem a ser identificados com a conclusão da investigação.

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