Polícia Federal nega depoimento a Daniel Vorcaro em CPI de São Roque Prev

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SÃO PAULO (SP) — A Polícia Federal negou o pedido da CPI do São Roque Prev para que o banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde a liquidação do Banco Master em novembro de 2025, preste depoimento à comissão. A informação foi comunicada por e-mail ao Legislativo municipal durante a sétima reunião dos vereadores que investigam o investimento de R$ 90 milhões do instituto de previdência dos servidores de São Roque, no interior de SÃO PAULO, no banco liquidado pelo Banco Central. Agora, os parlamentares tentarão ouvir Vorcaro por intermédio do Supremo Tribunal Federal (STF), com participação remota.

Negativa da PF e nova estratégia da CPI

De acordo com os vereadores que compõem a CPI, a negativa foi oficializada por e-mail enviado pela Polícia Federal. O banqueiro está preso desde a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro de 2025. Para contornar a recusa, a comissão decidiu recorrer ao STF, solicitando que o depoimento seja realizado de forma remota. A reunião desta terça-feira (9) também marcou a retomada dos trabalhos, que estavam suspensos por uma semana, e devem prosseguir por pelo menos mais duas semanas.

Depoimento de conselheira aponta dúvidas sobre atas

Na oitiva do dia, foi ouvida Lizete de Fátima, membra do Conselho Deliberativo do São Roque Prev. Durante o depoimento, ela afirmou não se recordar de ter assinado duas atas do instituto: uma que autorizava os investimentos no Banco Master e outra que tratava dos riscos envolvidos. Após terem sido apresentadas a ela, Lizete disse lembrar apenas da ata que dava aval para as aplicações, na qual se afirmava que não havia riscos. A ex-conselheira Rosana Teixeira, que também integrava o instituto na época dos investimentos, estava prevista para depor, mas ainda não há confirmação de sua oitiva.

Investigação mira investimentos milionários e possíveis irregularidades

A CPI foi instaurada após a crise do Banco Master, que resultou na liquidação pelo Banco Central e na prisão de Daniel Vorcaro. Com a interrupção das operações, a maioria dos clientes foi ressarcida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dentro do limite legal. O foco da comissão é entender os motivos que levaram o São Roque Prev a aplicar R$ 93 milhões em Letras Financeiras do banco, um investimento de alto risco em uma instituição que já apresentava problemas. Entre os pontos investigados estão a suspeita de adulteração de atas, a atuação de uma consultoria que ao mesmo tempo em que dava pareceres técnicos era responsável por implantar normas de boa gestão, e movimentações atípicas de R$ 446 milhões em um único mês. Em oitiva anterior, a ex-conselheira Solange Siqueira Duarte Silva afirmou que a decisão de investir foi baseada na recomendação de uma empresa de consultoria, que apontava possibilidade de lucros maiores.

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