A Polícia Federal (PF) informou, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que os ruídos no sistema de ar-condicionado na cela onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está detido não podem ser eliminados ou reduzidos. Segundo a corporação, qualquer intervenção necessária para reduzir o barulho seria complexa, exigindo obras e uma paralisação prolongada do sistema, o que impactaria o funcionamento da superintendência da PF em Brasília. Além disso, a PF ressaltou que não há outro local disponível nas dependências para a custódia do ex-presidente além do quarto em questão.
A PF explicou que, devido à proximidade com as áreas técnicas, há um nível de ruído na cela, destacando que medidas simples não seriam eficazes para eliminar ou reduzir significativamente o barulho. Qualquer ação efetiva para diminuir os ruídos exigiria intervenções complexas na infraestrutura e a paralisação total do sistema de climatização por um período prolongado, o que prejudicaria as atividades da superintendência regional.
Retornando ao documento, a corporação reiterou: ‘Eventual intervenção demandaria ações complexas de infraestrutura e a paralisação total do sistema por período prolongado, o que acarretaria prejuízos às atividades ordinárias da Superintendência Regional’. Diante disso, a PF destacou a inviabilidade de realizar alterações significativas no sistema de ar-condicionado que possam atenuar os ruídos na cela onde Bolsonaro está detido.
Apesar das reclamações do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o barulho na sua cela, a Polícia Federal permanece firme em sua posição, justificando a impossibilidade de realizar intervenções no sistema de ar-condicionado que pudessem reduzir os ruídos. Com a manifestação ao STF, a corporação espera que a situação seja compreendida e que não haja expectativas de mudanças imediatas na estrutura da prisão de Bolsonaro.




