Polícia interdita clínica de estética na Zona Oeste após morte de jovem; profissionais são detidos e depõem

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Polícia lacra clínica de estética onde jovem morreu na Zona Oeste; profissionais prestam depoimento

Medicamentos vencidos foram encontrados no centro cirúrgico e no carrinho de emergência. Conselho de Medicina abriu sindicância para apurar responsabilidades. Na quarta-feira (10), duas gerentes da clínica foram presas.

Agentes da Polícia Civil estiveram, nesta quinta-feira (11), na clínica de estética Amacor, localizada em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, onde a jovem Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, morreu após um procedimento estético.

O local foi totalmente interditado. Todas as portas e a entrada principal foram lacradas pelos agentes, que seguem coletando dados para instruir o inquérito policial.

Os investigadores seguem colhendo os depoimentos dos envolvidos no caso. Segundo a Polícia Civil, profissionais que atuaram no atendimento à jovem, o perito legista e um fiscal da Vigilância Sanitária já prestaram depoimento.

Para a próxima segunda-feira (15), estão agendados os depoimentos de familiares de Marilha, pacientes do médico responsável e outras testemunhas do caso.

Na quarta-feira (10), duas gerentes da clínica foram presas em flagrante após agentes encontrarem diversos medicamentos vencidos no centro cirúrgico, na farmácia e até no carrinho de parada cardíaca — justamente no local onde Marilha morreu.

As duas mulheres pagaram fiança e foram liberadas.

A jovem morreu na noite de segunda-feira (8), poucas horas após dar entrada na unidade para realizar uma lipoaspiração com enxerto nos glúteos.

Familiares afirmam que ela era saudável e havia feito todos os exames exigidos para o procedimento. O procedimento teria custado aproximadamente R$ 5 mil.

Os parentes de Marilha disseram que a clínica não contava com equipamentos adequados para emergências e acusam a equipe médica de negligência. A direção da unidade nega as acusações.

O material apreendido será submetido à perícia. O Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) informou que abriu uma sindicância para investigar o caso.

O laudo preliminar do Instituto Médico-Legal (IML) de Campo Grande aponta que a morte da jovem foi motivada por uma “ação perfuro contundente” e hemorragia interna.

Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. Marilha deixa um filho de 6 anos.

O velório e o enterro da jovem aconteceu na quarta (10), no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.

A clínica Amacor informou que o centro cirúrgico conta com todos os equipamentos necessários para emergências cardiovasculares e respiratórias, como desfibrilador bifásico e carrinho de parada cardiorrespiratória completo, e que as manobras de ressuscitação foram iniciadas imediatamente, conforme os protocolos do Advanced Cardiac Life Support (ACLS).

Além disso, a clínica disse que “lamenta profundamente o ocorrido e está colaborando integralmente com as autoridades competentes. Em respeito às investigações em andamento e à privacidade dos envolvidos, não iremos comentar os detalhes do caso neste momento.”

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