Polícia investiga denúncia de mulher que perdeu parte do nariz, em Aparecida de Goiânia

nariz

O caso envolvendo a denúncia realizada pela esteticista Elielma Carvalho Braga, que contou ter perdido parte do nariz após uma cirurgia estética realizada com um dentista, em Aparecida de Goiânia, virou alvo de investigação por parte da Polícia Civil (PC). A corporação registrou a acusação como lesão corporal culposa. Agora, Elielma e o profissional Igor Leonard, devem comparecer à delegacia nesta sexta-feira, 8.

A esteticista realizou a cirurgia para afinar o nariz em 2020, mas registrou o boletim de ocorrência apenas nesta quinta-feira (7). A mulher conta que desde que fez o procedimento, precisou passar por 14 cirurgias para reconstruir a parte necrosada.

Após o registro, que foi realizado no 1º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia, ela foi encaminhada para a realização de exames no Instituto Médico Legal (IML). Os laudos devem ser encaminhados a mulher assim que ficarem prontos e anexados no processo.

Defesa

Ao G1, o dentista disse que o problema da paciente não foi decorrente da cirurgia, mas sim de uma síndrome desenvolvida após uso de medicamentos. Ele afirmou ainda que deu todo atendimento à paciente.

Porém, qualquer profissional que não seja médico é proibido de realizar cirurgias no nariz. Dentistas podem fazer algumas cirurgias na face, mas o Conselho Federal de Odontologia proibiu expressamente a realização de alectomias por dentistas

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BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

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