Maria do Carmo Carneiro estava com CNH suspensa por excesso de multas.
Motorista com CNH suspensa bate em carro e mata adolescente de 14 anos
A Polícia Civil do Paraná está investigando a idosa Maria do Carmo Carneiro, de 77 anos, que tem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e dirigia uma BMW que se envolveu em um acidente que resultou na morte do adolescente Anthony Pietro, de 14 anos.
O adolescente morreu no local do acidente, no domingo (24), depois que o carro em que ele e a família estavam foi atingido de frente pela BMW na PR-558, em Campo Mourão, no norte do Paraná.
Luiz Thiago Rosa, pai de Anthony, afirma que não conseguiu desviar do carro de luxo, que, segundo ele, estava em alta velocidade e andando pela pista em zigue-zague. O impacto foi tão violento que o motor da BMW foi arrancado e o veículo pegou fogo às margens da rodovia.
O processo corre em segredo de Justiça. Por conta disso, a defesa de Maria do Carmo Carneiro optou por não se manifestar.
HISTÓRICO DE MULTAS
Este não é o primeiro acidente de trânsito com morte envolvendo a idosa Maria do Carmo Carneiro. Em 1994, ela dirigia um carro que bateu contra outro e resultou na morte de duas pessoas. O caso prescreveu.
A RPC teve acesso ao histórico de infrações da motorista. O site do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) indica uma série de multas, uma cassação da CNH, além de três suspensões, sendo uma delas vigente até janeiro de 2025. Após o acidente de domingo, a mulher teve ferimentos leves e foi encaminhada para o hospital.
Segundo o delegado Nilson Rodrigues da Silva, ela recebeu voz de prisão no local e se negou a fornecer materiais para o teste do bafômetro. “Autuando ela em flagrante de delito, por homicídio culposo, lesões emissões culposas, porque ela estava com a carteira suspensa. Tudo é agravante para que eu autuasse em flagrante de delito. Eu dei voz de prisão no hospital. Ela se negou a fornecer o material de dosagem de sangue para a dosagem alcoólica, mas isso não me impediu que ela fosse autuada em flagrante”, detalha.
Na quinta-feira (28), a Justiça determinou a prisão domiciliar da suspeita. Conforme a polícia, ela não está usando tornozeleira eletrônica porque teve ferimentos nas pernas. A advogada Tatiani Bortolucci, advogada que representa a família da vítima, afirmou que estão solicitando a prisão preventiva da idosa. “Ela vai tentar a domiciliar, mas a gente vai tentar que isso não aconteça. Veja bem, mesmo com a carteira suspensa, ela continua dirigindo. Em prisão domiciliar, isso não vai fazer com que ela pare. Ela é um perigo constante para a sociedade”, defende.



