Polícia investiga morte de médica baleada em Cascadura
O Ministério da Igualdade Racial enviou um ofício ao governo e à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro pedindo informações sobre as providências administrativas e investigativas adotadas após a morte da médica Andrea Marins Dias, durante abordagem policial, Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta segunda (16).
O caso foi neste domingo e o corpo da médica foi velado nesta terça (17). A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj também enviou um ofício ao Comandante-Geral e ao Corregedor-Geral da Polícia Militar.
Polícia investiga se médica foi morta por PMs por engano no Rio
De acordo com a Polícia Militar, agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) perseguiam criminosos suspeitos de praticar assaltos na região por volta das 18h de domingo (15).
A corporação informou que recebeu uma denúncia de que bandidos estariam utilizando um veículo T-Cross branco para cometer os roubos.
A Polícia pediu que os veículos parassem, sem sucesso, e começou uma perseguição com troca de tiros entre policiais e criminosos por várias ruas de Cascadura.
Imagens mostram o momento em que PMs abordam o veículo da médica morta durante perseguição
Um sargento e um subtenente da Polícia Militar do 9º BPM (Rocha Miranda) reconheceram no registro de ocorrência que seguiram um Corolla Cross que estava na região de Cascadura.
De acordo com a Polícia Militar, instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias da ocorrência e faz diligências para recolher imagens de câmeras.
Quem era a médica que morreu?
A médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, era uma cirurgiã oncológica especializada no tratamento de endometriose.
Andréa tinha quase 30 anos anos de experiência na área de saúde da mulher. Em seu perfil nas redes sociais, dizia ter duas residências: uma geral, do ciclo básico de qualquer médico, e outra em cirurgia oncológica, para o tratamento de câncer.



