Polícia investiga relação entre mortes de Alberto Pereira de Araújo e Luciani Aparecida Estivalet Freitas

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O corpo do homem encontrado desmembrado dentro de uma mala na Praia do Santinho, região turística de Florianópolis, no final de 2025, foi identificado nesta quarta-feira (18) como sendo de Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos.

A Polícia Civil investiga se o caso está relacionado com o da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, morta e esquartejada na mesma região no início do mês. Além da semelhança entre os crimes, chamou a atenção da investigação o local onde a mala foi descartada, perto do conjunto residencial onde Luciani e os presos pela morte dela moravam.

“A partir de agora, a investigação recomeça para identificar os autores. Não se descarta relação com o caso da corretora imobiliária”, informou o delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios.

Como ocorreu a identificação?

O corpo do jovem havia sido encontrado na praia em 28 de dezembro de 2025. Ele estava fragmentado e em avançado estado de decomposição. Como ninguém procurou pela vítima, a identificação ficou ainda mais difícil. Durante as investigações relacionadas à morte da corretora, a Polícia Civil começou a observar semelhanças entre os crimes, principalmente quanto à execução das vítimas, a forma de abandono e o local onde a mala foi deixada. A identificação ocorreu em conjunto com a Polícia Científica, órgão pericial do estado.

Morte de corretora gaúcha

A corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, foi morta e esquartejada em Florianópolis, segundo a Polícia Civil. Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, que é investigado como latrocínio, quando ocorre roubo seguido de morte. Luciani foi dada como desaparecida pela família na segunda-feira (9). Os parentes estranharam o fato de ela não atender ligações e perceberam uma série de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Durante a investigação, a polícia também identificou compras feitas pela internet em nome da vítima, utilizando o CPF dela, o que reforçou as suspeitas de crime.