Gerente e funcionário de banco são presos no RS suspeitos de usar dados de pessoas já falecidas em fraude milionária
Esposa do gerente também foi presa. Segundo a polícia, ela fazia retiradas
fracionadas dos valores, usando moletom e capuz, para dificultar a
identificação.
Polícia prende gerente e funcionário de banco em ação contra desvio de R$ 2,4
milhões
O gerente-geral e um outro funcionário de uma agência bancária foram presos
preventivamente em Palmeira das Missões, na
Região Noroeste do RS, durante operação da Polícia Civil nesta terça-feira (20).
Eles são suspeitos de usar dados de clientes idosos e até mesmo de pessoas já
falecidas para realizar empréstimos e sacar os valores.
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Além dos dois, a esposa do gerente também foi presa. Ela seria responsável por
realizar os saques indevidos. Saiba mais abaixo
De acordo com a investigação, a fraude supera R$ 2,4 milhões. Buscas são
realizadas em Caçapava do Sul, na Região
Central. Bloqueios de contas bancárias e ativos financeiros são executados.
A polícia não divulgou as identidades dos suspeitos e qual o banco lesado no
golpe.
Esposa de gerente-geral de banco é suspeita de integrar esquema e foi
presa — Foto: Divulgação/Polícia Civil
COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA
A Polícia Civil identificou que o grupo usava a estrutura interna da agência
para acessar contas de clientes idosos (entre 81 e 96 anos) e até de pessoas já
falecidas.
A investigação apurou que o operador do sistema inseria a própria digital nos
leitores biométricos para liberar operações, registrando falsamente que os
clientes seriam analfabetos para justificar a ausência de assinatura. A técnica
ficou conhecida como “digital fantasma”.
Já o gerente-geral alterava os cadastros das vítimas, incluindo rendas fictícias
que chegavam a R$ 2,5 milhões, o que elevava o score de crédito. Com isso, eram
aprovados empréstimos pessoais de valores elevados, sem garantias reais.
Os saques eram feitos em dinheiro vivo para evitar rastreamento. Conforme a
investigação, a esposa do gerente fazia retiradas fracionadas, usando moletom e
capuz, para dificultar a identificação pelas câmeras. Apenas essa etapa
movimentou mais de R$ 1,4 milhão.
INVESTIGAÇÃO
A polícia chegou ao esquema após detectar inconsistências graves em operações de
crédito. Os investigadores mapearam a atuação do grupo e identificaram o papel
de cada integrante.
O uso de contas de pessoas falecidas chamou a atenção dos agentes, que apontam o
caso como uma fraude sofisticada e de alta audácia.
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