De: Policiais de Lisboa são acusados de tortura contra pessoas em situação de rua e imigrantes
Agentes teriam compartilhado imagens dos abusos em grupos online com outros policiais
PORTUGAL: POLICIAIS DE LISBOA SÃO ACUSADOS DE TORTURA CONTRA PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA E IMIGRANTES
Na data de 16 de janeiro de 2026, às 19:32, dois policiais de Lisboa estão enfrentando acusações sérias de tortura contra pessoas em situação de rua e imigrantes. O caso foi revelado após a denúncia de que os agentes compartilhavam imagens dos abusos em grupos online com outros policiais da região. A acusação levou à abertura de uma investigação mais ampla pelas autoridades portuguesas.
Os dois policiais, ambos na casa dos 20 anos, foram presos em julho do ano passado e permanecem detidos. As acusações incluem atos de tortura, crueldade e abuso de poder. Segundo informações, os policiais agrediram por várias horas um imigrante marroquino dentro de uma delegacia, forçando-o a beijar as botas dos agentes enquanto um deles gritava em inglês: “Bem-vindo a Portugal!”. Uma das agentes também é acusada de estupro, roubo e falsificação.
A procuradora de Lisboa, Felismina Franco, assinou a denúncia na semana passada, destacando que as vítimas eram selecionadas entre pessoas particularmente vulneráveis, como pessoas em situação de rua e em vulnerabilidade econômica. A procuradora descreveu os atos como violência pura e gratuita dirigida àqueles que não tinham capacidade de resistir.
O Ministério da Administração Interna lamentou profundamente o comportamento dos policiais e afirmou que isso não representa o comportamento geral dos profissionais da polícia. Uma investigação separada foi aberta para apurar a possível participação de outros policiais no caso, de acordo com informações do ministério.
A seção portuguesa da Anistia Internacional, organização de direitos humanos, manifestou preocupação com os relatos de tortura e destacou que o compartilhamento de imagens e mensagens sobre os abusos em grupos online demonstra um enorme senso de impunidade por parte dos agentes. A entidade defendeu a necessidade de um órgão externo e independente de supervisão policial, além da utilização de mais câmeras de vigilância em delegacias e viaturas, e câmeras corporais por policiais durante interações com a população.




