Policial militar é encontrado morto após discussão com traficante em Embu-Guaçu

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O corpo do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, foi encontrado numa área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, quatro dias após seu desaparecimento. Ele teria discutido com um traficante numa comunidade na Zona Sul da capital. Três suspeitos estão presos temporariamente. Um deles afirmou aos investigadores que o PM foi morto pelo crime organizado. No sábado, mais de 80 agentes foram empenhados para as buscas com apoio de cães, equipes de inteligência e do Comando de Choque.

Segundo relatos, o policial foi visto pela última vez próximo à favela Horizonte Azul. A Justiça decretou a prisão temporária de três suspeitos. Testemunhas relataram que o PM passou a madrugada em um bar dentro da comunidade e teria se desentendido com um deles. Durante a discussão, Fabrício teria anunciado que era policial. O homem saiu do local e avisou líderes do tráfico de drogas sobre a presença do PM na favela, que logo deixou o bar.

Imagens mostram o carro de Fabrício circulando pela região da comunidade no dia seguinte ao desaparecimento, seguido por um veículo preto. De acordo com os investigadores, o carro pertencia a Gleison Dias. Em depoimento, Gleison admitiu que acompanhou um homem chamado Fábio, que dirigia o carro do PM em direção a uma área de mata com o objetivo de incendiá-lo. O veículo do policial foi encontrado incendiado em Itapecerica da Serra.

A polícia avalia que informação sobre o corpo de Santana ter sido jogado em uma área de difícil acesso pode ter sido fornecida para despistar as buscas. Em outro depoimento, um suspeito afirmou que o cabo desapareceu após discutir com um morador da Vila do Sol por causa de uma aposta de queda de braço. Fabrício estava em férias e visitando familiares, planejava se casar civilmente na sexta-feira.

A investigação continua, com busca por informações sobre o paradeiro do policial militar. O Departamento DE Vítima da Corregedoria da Polícia Militar auxilia nas investigações, com apoio de cães do Canil da corporação. E quem tiver informações relevantes pode ligar para o Disque-Denúncia, pelo número 181. Os esforços estão concentrados em desvendar os detalhes do desaparecimento e da morte de Fabrício Santana, para que a justiça seja feita.

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