Policial penal preso por facilitar entrada de celulares em presídio no Ceará

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Policial penal é preso por facilitar a entrada de celulares em presídio no Ceará

Um agente do sistema prisional foi preso, no último domingo (1º), sob a suspeita de facilitar a entrada de celulares na Unidade Prisional Professor Clodoaldo Pinto (UP Itaitinga), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. O policial penal, identificado como Fabiano Fernandes Alves, conhecido como Nike, estava sendo monitorado por equipes da Coordenadoria de Inteligência, devido à suspeita da prática reiterada de introdução ilegal de aparelhos celulares e eletrônicos na unidade prisional.

Durante o momento da prisão, os operadores do videomonitoramento do presídio flagraram a tentativa do policial penal de burlar a segurança ao não passar pelo detector de metais, escondendo o celular ilícito no cinto tático. A estratégia utilizada por ele consistia em depositar o aparelho sobre uma cadeira ou mesa antes de passar pelo raio-X e atravessar o equipamento sem o cinto, retornando logo em seguida para recolocá-lo e ingressar na unidade sem ser detectado.

Durante a abordagem, os servidores da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP) encontraram um celular escondido no cinto tático de Fabiano. Há suspeitas de que o aparelho seria entregue a um detento membro de uma facção criminosa para a qual o policial penal facilitava a entrada de objetos proibidos na unidade prisional. Durante a investigação, foi possível observar o momento em que o policial realizou gestos para ocultar o objeto nas caixas de alimentação, indicando a entrega do celular ao detento.

Durante a ação, os agentes da unidade fizeram uma vistoria em uma cela e encontraram mais seis aparelhos celulares, totalizando sete dispositivos apreendidos. A defesa do policial penal não foi localizada para comentar o ocorrido, e na Audiência de Custódia realizada no dia seguinte à sua prisão, a preventiva foi decretada devido à gravidade das acusações e à necessidade de impedir a continuidade das atividades ilegais investigadas.

A decisão da prisão preventiva destacou a importância de manter o servidor público sob custódia para garantir a ordem pública e evitar a continuidade de atividades ilegais. O caso evidencia a necessidade de rigor na fiscalização e punição de agentes que abusem de sua posição para facilitar a entrada de objetos proibidos em unidades prisionais. A cooperação entre as autoridades de segurança pública e o sistema prisional é essencial para garantir a integridade e a segurança dos estabelecimentos carcerários e da população em geral.

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