O político da oposição venezuelana, Juan Pablo Guanipa, foi sequestrado no bairro de Los Chorros, em Caracas, poucas horas depois de ter sido libertado da prisão. Maria Corina Machado, líder da oposição e ganhadora do prêmio Nobel da Paz, afirmou que homens fortemente armados e vestidos à paisana o levaram à força em quatro veículos. Anteriormente, a família de Guanipa havia confirmado sua libertação, após meses de detenção e esconderijo.
Guanipa, que foi preso em maio sob acusação de liderar um complô terrorista, expressou a importância de discutir o presente e o futuro da Venezuela com transparência. Seu filho, Ramón Guanipa, divulgou um vídeo nas redes sociais descrevendo o momento do sequestro como uma emboscada, executada por cerca de 10 homens fortemente armados e não identificados.
A líder da oposição, Maria Corina Machado, exigiu a libertação imediata de Guanipa e denunciou a ação como uma tentativa de restringir a atividade política no país. As recentes detenções e sequestros de figuras opositoras têm gerado pressão internacional sobre o governo venezuelano para respeitar os direitos humanos e a liberdade de expressão.
As libertações de políticos opositores vêm acontecendo em meio a crescentes apelos por parte da comunidade internacional, incluindo representantes do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, para a soltura de detidos políticos na Venezuela. A situação política no país continua instável, com a população aguardando medidas efetivas para restaurar a democracia e garantir o respeito aos direitos fundamentais.
A família de Guanipa, assim como outros opositores políticos, enfrenta constantes ameaças e intimidações por parte do regime atual. A comunidade internacional tem manifestado preocupação com a escalada da repressão no país e tem pedido ações urgentes para proteger os defensores da democracia na Venezuela.
Em meio a incertezas e tensões políticas, a situação dos direitos humanos e da liberdade política na Venezuela continua sendo uma questão de preocupação global. A pressão por mudanças e pela garantia de direitos fundamentais permanece como um desafio para a comunidade internacional, que acompanha de perto os eventos no país latino-americano.




