Ponte Preta: da inadimplência à proibição de transferências, saiba o montante para aliviar a crise

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Da inadimplência salarial à proibição de transferências: conheça o montante necessário para aliviar a crise

A crise financeira que assola a Ponte Preta ganhou contornos mais graves nas primeiras semanas de 2026, afetando diretamente o desempenho da equipe em campo. Com salários em atraso, proibição de transferências e saídas constantes de jogadores do elenco, o clube enfrenta um momento turbulento tanto dentro quanto fora das quatro linhas.

Até o momento, em três jogos disputados no Campeonato Paulista, a Ponte acumulou três derrotas, sem marcar gols, ocupando a última posição na competição faltando apenas cinco rodadas para o término da fase inicial. Contudo, no backstage do Moisés Lucarelli, a situação é ainda mais crítica.

Segundo informações obtidas pelo site ge com membros da diretoria, o valor necessário para amenizar o momento mais delicado gira em torno de R$ 5 milhões. Essa quantia abrange o pagamento dos salários atrasados dos jogadores e funcionários, bem como quitação das dívidas que resultaram nas duas proibições de transferência em vigor – uma junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e outra imposta pela Fifa.

O montante total das duas punições chega a aproximadamente R$ 2,2 milhões: R$ 1,65 milhão da CNRD em razão de parcelas em atraso de um acordo de dívidas e cerca de 110 mil dólares (equivalente a R$ 592 mil na cotação atual) da Fifa referente a uma dívida relacionada ao mecanismo de solidariedade.

Em meio à falta de recursos, a diretoria tem enfrentado desafios para obter capital imediato. Buscando parcerias comerciais, antecipação de cotas e outras medidas emergenciais para arrecadar o montante necessário, o clube precisa regularizar os salários dos jogadores, comissão técnica, staff do departamento de futebol e até mesmo da base, onde os atrasos chegam a oito meses, além dos funcionários do estádio.

No meio desse cenário, a Ponte está na expectativa de receber cerca de R$ 1,5 milhão, provenientes de 35% dos direitos econômicos da venda do atacante Jeh. A venda do jogador por 800 mil dólares ao Göztepe, da Turquia, é considerada internamente como parte importante da reorganização financeira.

Enquanto aguarda soluções, a equipe continua perdendo peças-chave. A prioridade é evitar novas saídas nos próximos dias, com jogadores como Elvis adotando um tom de despedida e o técnico Marcelo Fernandes negociando prazos para a regularização dos salários e transferências.

Com o futuro incerto, e sem garantias de que as proibições de transferência serão suspensas a tempo, a Ponte Preta se prepara para enfrentar o São Bernardo, ciente de que está diante de um dos momentos mais desafiadores de sua história recente.

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