Por que a BlackRock, gigante global, virou dona de 5% da Marcopolo

por-que-a-blackrock2C-gigante-global2C-virou-dona-de-525-da-marcopolo

Em janeiro, os estrangeiros injetaram R$ 26,4 bilhões na bolsa brasileira, representando 60% do fluxo externo do ano passado. Esse influxo tem impulsionado as altas que levaram o Ibovespa próximo dos 190 mil pontos. A Marcopolo se destaca nesse cenário, sendo uma empresa nacional líder globalmente, com foco em tendências de longo prazo como eletrificação da frota e renovação do transporte público. Fundada em 1949 em Caxias do Sul (RS), a Marcopolo emprega mais de 10 mil pessoas em 11 fábricas no Brasil e exterior (África do Sul, Argentina, Austrália, China, Colômbia e México).

A gestora americana, em comunicado aos brasileiros, explicou que sua participação não visa alterar o controle acionário, mas sim fins de investimento. O forte desempenho da Marcopolo reflete-se em números: 49% de market share no Brasil na produção de carrocerias e crescimento nas exportações para América Latina, especialmente Chile e Peru. No exterior, as operações na Austrália e África do Sul destacam-se por carteiras consistentes com produtos de alto valor agregado, incluindo veículos elétricos. Recentemente, a empresa lançou a nova família G8 de ônibus rodoviários, homologada para o mercado europeu.

A estratégia de investimento da BlackRock na Marcopolo é respaldada pela sólida posição da empresa no mercado nacional e internacional, alinhada com tendências de sustentabilidade e eficiência no transporte. Com a eletrificação da frota e a constante busca por inovação, a Marcopolo se firma como uma escolha atraente para investidores globais em busca de retornos sólidos a longo prazo. A presença da BlackRock como acionista significativo só reforça a confiança no potencial de crescimento da empresa e mostra o interesse dos investidores estrangeiros no mercado brasileiro.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp