Por que pedestres devem se preocupar com vendas altas de SUVs no Brasil

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Um estudo recente realizado por Mariusz Ptak revela que veículos com frente mais alta, como SUVs e picapes, têm maior probabilidade de lançar o pedestre diretamente ao chão após um acidente. Isso reduz a chance de dissipação de energia do impacto, tornando as lesões mais graves. A Diretriz da Abramet de novembro de 2025 corrobora esse fato, alertando que os SUVs representam maior risco de traumatismos fatais para pedestres a velocidades acima de 40 km/h. A alta participação desses veículos na frota tem exposto mais pedestres e ciclistas a perigos, principalmente em áreas urbanas. A velocidade continua sendo um fator crucial em atropelamentos, mas o design dos veículos também representa um agravante. Carros baixos atingem primeiro as pernas, favorecendo a rotação do corpo, enquanto SUVs atingem diretamente regiões vitais, aumentando a gravidade das lesões. O estudo de Ptak detalha que pedestres atingidos por SUVs muitas vezes sofrem projeção direta ao solo, aumentando o risco de traumatismos sérios. A Abramet destaca a importância de limites de velocidade compatíveis com a tolerância humana e ressalta que nenhum veículo deve ultrapassar o limiar biomecânico de sobrevivência a um impacto. Com a predominância crescente de SUVs nas ruas, os pedestres devem redobrar a atenção ao atravessar vias, mesmo em situações rotineiras. A prioridade é sempre preservar a vida, tornando a segurança dos pedestres uma questão essencial no cenário urbano atual.

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