A Assembleia do ES possui atualmente 30 deputados eleitos exercendo seus cargos na Casa Legislativa, no entanto, o Portal da Transparência revela que são pagos salários a 32 parlamentares, ultrapassando o limite estabelecido pela Constituição Federal. Além dos deputados em atividade, os secretários de Estado de Saúde, Tyago Hoffmann, e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional, Bruno Lamas, também recebem remuneração como deputados, mesmo após se licenciarem para ocupar cargos no governo estadual.
O número de deputados estaduais de um estado é proporcional à quantidade de representantes na Câmara dos Deputados. No caso do Espírito Santo, com dez cadeiras na Câmara Federal, o número de deputados estaduais na Ales é de 30. A prática de se licenciar do cargo na Assembleia para assumir funções no Executivo é permitida pela Constituição, mas manter a remuneração do Legislativo enquanto atua no governo estadual pode gerar duplicidade de despesas, uma vez que os suplentes também recebem pelo exercício do mandato.
Os secretários Hoffmann e Lamas, juntamente com o deputado Toninho da Emater, ocuparam a mesma cadeira na Ales e recebem vencimentos correspondentes. A Secretaria de Gestão e Recursos Humanos do Estado (Seger) e a Ales afirmaram que a escolha pela remuneração como parlamentar é uma decisão exclusiva do político, sem interferência do governo ou do Legislativo. Em casos de remuneração duplicada, medidas são tomadas para corrigir a situação e garantir a correta aplicação dos recursos públicos.
No caso específico de Bruno Lamas, o secretário recebeu salários tanto pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional quanto pelo mandato na Ales em janeiro e fevereiro de 2025. Após identificação da inconsistência, os valores pagos indevidamente foram bloqueados e estão sendo devolvidos de acordo com os procedimentos legais. A Seger ressaltou a importância dos controles e auditorias na folha de pagamento para evitar irregularidades e garantir a transparência na gestão dos recursos públicos.
A prática de manter a remuneração como parlamentar ao assumir um cargo no Executivo busca economizar recursos públicos direcionando-os para diferentes áreas. O secretário Tyago Hoffmann também recebeu remuneração como deputado após se licenciar, sendo que as providências para corrigir possíveis irregularidades foram adotadas em conformidade com a legislação. A transparência e a correção de falhas são essenciais para a boa gestão e aplicação dos recursos governamentais.




