Possível boicote à Copa do Mundo de 2026 nos EUA gera debate intenso na Europa

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A crise da Groenlândia recentemente trouxe à tona um debate intenso sobre a possibilidade de boicote à Copa do Mundo de 2026. Parlamentares europeus estão levantando a questão de um protesto esportivo contra os Estados Unidos, citando a ameaça à soberania em meio à escalada de tensões. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, os líderes políticos de diferentes países europeus expressaram publicamente sua preocupação e posicionamento em relação ao possível boicote à Copa do Mundo que terá jogos sediados nos EUA, Canadá e México.

A tensão se intensificou com as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Groenlândia, território ártico ligado à Dinamarca. A Casa Branca passou a considerar publicamente a opção de compra da ilha e, de forma ainda mais séria, não excluiu o uso da força militar caso um acordo não seja alcançado. Essa postura tem gerado desconforto entre os líderes europeus, agravando as relações diplomáticas entre Washington e o continente.

O debate em torno do boicote ganhou força quando o parlamentar alemão Jürgen Hardt, da União Democrata Cristã (CDU), sugeriu que a ação contra a Copa do Mundo poderia ser uma ferramenta de pressão política eficaz. Uma pesquisa realizada na Alemanha mostrou que 47% dos alemães apoiam a ideia de um boicote, indicando um forte respaldo público à proposta. No Reino Unido, parlamentares de diferentes partidos também estão considerando o boicote como uma maneira legítima de protesto diplomático.

Simon Hoare, conservador britânico, defendeu a necessidade de enviar mensagens claras a Washington, ressaltando a importância de preservar a soberania e os assuntos internacionais. Kate Osbourne, trabalhista, destacou a importância do apoio público a campanhas bem-sucedidas, citando a rejeição ao discurso de Trump no Parlamento como exemplo. Já Luke Taylor, liberal-democrata, adotou um tom crítico em relação ao comportamento do presidente dos EUA, apoiando o boicote esportivo e pedindo medidas mais drásticas para mostrar a Trump a linha vermelha.

Apesar da pressão política crescente, nenhum país europeu anunciou oficialmente a intenção de retirar sua seleção da Copa do Mundo. O governo alemão destacou que caberia à Federação Alemã de Futebol e à FIFA qualquer decisão sobre o boicote. No Reino Unido, a secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, reiterou o compromisso com o diálogo diplomático, destacando os acordos bilionários em tecnologia alcançados através do engajamento entre o primeiro-ministro britânico e o presidente americano.

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