Possível ciclone subtropical em alto-mar: alerta da Marinha e recorde de chuva no RJ

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Marinha alerta para possível ciclone subtropical em alto-mar

Sistema pode se formar a cerca de 600 km de Arraial do Cabo, com ventos de até
75 km/h, segundo o Centro de Hidrografia da Marinha.

A Marinha do Brasil informou, nesta quinta-feira (26), que há condições
favoráveis para a formação de um ciclone subtropical em alto-mar, a cerca de 600
quilômetros a sudeste de Arraial do Cabo, na Região
dos Lagos do RJ.

A atuação do sistema pode provocar ventos de 60 km/h até a noite de sábado (28).

Segundo a Diretoria de Hidrografia e Navegação, por meio do Centro de
Hidrografia da Marinha, o sistema deve se deslocar para o Sul. O monitoramento é
feito em colaboração com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro
Integrado de Meteorologia Aeronáutica da Força Aérea Brasileira (Cimaer/FAB) e o
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Marinha informou que mantém avisos de mau tempo em vigor e orienta que
navegantes consultem as atualizações meteorológicas nos canais oficiais do
Centro de Hidrografia da Marinha e do Serviço Meteorológico Marinho.

Chuva forte em Angra dos Reis deixa quase 400 desalojados, causa alagamentos,
deslizamento

RECORDE DE CHUVA NO RIO

O município do Rio de Janeiro teve o fevereiro mais chuvoso em quase 30 anos.
É o maior volume para o mês da série histórica do Alerta Rio, que começou a operar
em 1997.

Até as 8h desta sexta-feira (27), o acumulado chegava a 352 milímetros — e este
número vai subir. A manhã seguia chuvosa, a ponto de o Aterro do Flamengo ser
fechado devido a um bolsão d’água.

O recorde, até então, era de fevereiro de 2020, que tinha somado 321,6 milímetros. Fevereiro de 2025 está no extremo oposto, tendo sido o mais seco da série, com apenas 0,6 milímetro.

Somente nas últimas 24 horas, entre 4h de quinta-feira (26) e 4h desta sexta, os
maiores acumulados na capital foram em Campo Grande (104,2 mm), Santa Cruz (94,6
mm), Marambaia (92,8 mm), Guaratiba (90,4 mm) e Jardim Botânico (89,2 mm).

No estado, a Costa Verde concentrou os maiores volumes. Segundo dados do Centro
Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden Nacional), do
Cemaden Estadual e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Paraty
registrou 230,5 mm, e Angra dos Reis, 219,2 mm no mesmo período.

PRÓXIMOS DIAS

No sábado (28) e no domingo (1º), os sistemas responsáveis pela instabilidade se
afastam do estado, e a chuva deve diminuir em todas as regiões.

A previsão indica atuação de ventos marítimos, com possibilidade de chuva fraca
a ocasionalmente moderada ao longo do dia, mas com volumes menores. A atenção se
volta para os ventos, com rajadas de até 60 km/h. O mar permanece agitado, com
ondas entre 1,5 e 2 metros.

Na segunda-feira (2) e na terça-feira (3), a previsão é de chuva fraca,
principalmente à tarde, com volumes baixos. As madrugadas seguem mais amenas, e
as temperaturas sobem gradualmente ao longo da tarde, podendo chegar a 31°C na
terça-feira.

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