A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro está considerando deixar o PL devido à falta de cumprimento das orientações do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. Mesmo detido, Bolsonaro continua a influenciar as diretrizes sobre as candidaturas de aliados nas eleições, enviando mensagens por meio de seus filhos, esposa e aliados. Essas informações foram divulgadas pela CNN.
Além de apoiar a candidatura de seu filho Flávio à Presidência, Bolsonaro está focado nas eleições para o Senado e Michelle está ativamente envolvida na articulação para promover aliadas em Santa Catarina e no Ceará. Ela publicamente manifestou apoio à candidatura da deputada Caroline de Toni (PL-SC) ao Senado, embora a parlamentar tenha cogitado deixar o partido, podendo reconsiderar se a viabilidade de sua candidatura for assegurada.
Valdemar Costa Neto parece preferir uma aliança com o PP, o que resultaria na indicação do senador Esperidião Amin (PP-SC) para a segunda vaga ao Senado. A primeira vaga seria destinada a Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, que também cogita deixar o PL. O governador Jorginho Mello expressou publicamente seu desejo de ter Caroline de Toni como candidata ao Senado e, caso a situação não se resolva, Carlos Bolsonaro poderá concorrer pelo PSD na chapa de João Rodrigues, prefeito de Chapecó.
Por sua vez, no Ceará, Michelle trabalha para viabilizar a candidatura de Priscila Costa, vereadora de Fortaleza, ex-deputada federal e vice-presidente nacional do PL Mulher. A situação evidencia um racha interno no PL e a possibilidade de Michelle e Carlos Bolsonaro deixarem o partido caso suas demandas não sejam atendidas.




