Preço do cacau atinge máxima de 4 semanas na ICE, açúcar bruto também avança

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Preço do cacau sobe para máxima de 4 semanas na ICE, açúcar bruto avança

A perspectiva de uma safra intermediária ruim na Costa do Marfim continua sendo um fator de suporte. Os contratos futuros do cacau em Londres e Nova York subiram acentuadamente nesta quarta-feira, atingindo máximas de quatro semanas, devido à crescente preocupação com a possibilidade de uma safra intermediária ruim na Costa do Marfim, o maior produtor. O açúcar bruto também registrou fortes ganhos.

Já o cacau em Londres subiu 517 libras, ou 8,3%, para 6.781 libras por tonelada métrica, o maior valor desde 5 de março. Enquanto o cacau de Nova York subiu 9,7%, para US$8.968 a tonelada, o preço mais alto desde o final de fevereiro. Os comerciantes afirmam que o mercado está mostrando os primeiros sinais de sair de sua recente faixa de negociação.

Ainda sobre o cacau, a Costa do Marfim aumentou em 22% o preço garantido pelo Estado para o meio da safra de 2024/2025, pago aos produtores de cacau, para aumentar a receita dos produtores. Autoridades locais afirmam que o país está prestes a ter a pior produção intermediária dos últimos dez anos devido a uma estação seca excepcionalmente longa. A associação de produtores Orplana estima uma produção na faixa de 605 a 618 milhões de toneladas de açúcar.

Quanto ao café, o arábica caiu 0,2 centavo, ou 0,1%, a US$ 3,8885 por libra-peso. Os negociantes destacam que o foco permanece no clima no Brasil, onde houve algumas chuvas nas áreas de café, mas é preciso chover mais. A produção brasileira provavelmente será menor do que a projetada, segundo o Rabobank. Já o açúcar bruto subiu 0,24 centavos de dólar, ou 1,2%, a 19,59 centavos de dólar por libra-peso. O tempo seco no Brasil continua sendo uma preocupação para os comerciantes.

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