Nunes rebate CEO da Enel após fala sobre apagões e diz que ‘nem Jesus Cristo’
salva a empresa de energia
Prefeito de São Paulo criticou declaração do executivo, que atribuiu apagões à arborização urbana e disse que interrupções seriam inevitáveis em tempestades.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), durante a Expo Favela. — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), rebateu nesta segunda-feira (23) uma declaração do CEO global da Enel, que afirmou que nem “Jesus Cristo” conseguiria evitar apagões na região metropolitana devido às condições da arborização urbana.
Em entrevista, Nunes criticou duramente a fala do executivo e acusou a concessionária de incompetência na prestação do serviço.
> “Nem Jesus Cristo salva essa Enel. Muita cara de pau. Um deboche. O nível de incompetência é tão grande que, somado à capacidade de mentiras, chega a assustar. Mais de 80% dos locais que ficaram sem energia não tiveram queda de árvores”, afirmou o prefeito.
A declaração do prefeito ocorre após o CEO da companhia, Flavio Cattaneo, comentar as dificuldades enfrentadas pela rede elétrica aérea em São Paulo. Segundo ele, a queda de árvores durante tempestades danifica cabos e torna mais lento o restabelecimento do fornecimento de energia.
“Na nossa avaliação, não se trata apenas de um problema da Enel. Se esse tipo de arborização continuar, só alguém seria capaz de resolver — e não é um ser humano, é Jesus Cristo, porque não há como evitar apagões de outra forma”, disse o executivo.
Cattaneo também afirmou que os cabos de energia, em muitos pontos, estão “dentro das árvores”, e não apenas próximos a elas, o que, segundo ele, torna inevitáveis interrupções do serviço em situações de tempestade ou eventos climáticos excepcionais.
De acordo com o CEO, o departamento jurídico da empresa e a subsidiária brasileira apresentaram às autoridades locais resultados que indicariam melhora de 50% na qualidade do serviço prestado em São Paulo no último ano.
A troca de declarações ocorre em meio a críticas recorrentes à concessionária após episódios recentes de falta de energia na capital paulista e na região metropolitana.




