Acusados de desvio de R$ 56 milhões pelo Ministério Público, prefeito e primeira-dama de Turilândia prestam depoimento. Os depoimentos estão ocorrendo em São Luís e são parte de uma investigação que aponta o uso de empresas fictícias para desviar mais de R$ 56 milhões, levando ao desmonte da gestão municipal de Turilândia.
Turilândia, a cidade administrada por um preso
Nesta terça-feira (6), o prefeito de Turilândia, DE, Paulo Curió (União Brasil), e a primeira-dama Eva Curió estão prestando depoimento, sendo investigados em um esquema de corrupção superior a R$ 56 milhões em Turilândia, envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal.
Eles serão ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) em uma investigação que apura um esquema de corrupção que desmontou a administração pública do município, no interior do estado.
O depoimento do prefeito está marcado para as 9h e o da primeira-dama para 9h30. Os interrogatórios começaram ontem e seguem até quarta-feira. Até o momento, apenas uma pessoa falou: Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, chefe do Setor de Compras do município.
Gestores, empresários, servidores, vereadores e um ex-vereador estão sendo investigados por integrar o esquema de corrupção que teria desviado mais de R$ 56 milhões por meio de empresas fictícias criadas pelo prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e seus aliados. Todos os acusados estão presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, exceto os vereadores do município e o presidente da Câmara Municipal de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, que cumprem prisão domiciliar.
Os depoimentos dos investigados estão sendo conduzidos pelo Ministério Público, e até agora, a maioria dos interrogados optou pelo silêncio, exercendo o direito constitucional de permanecer calados. A investigação continua em andamento para confrontar as declarações com as provas reunidas.
No dia seguinte, novos depoimentos serão realizados, incluindo o da vice-prefeita e de seu marido, ambos sob investigação no esquema de corrupção. A situação gerou questionamentos sobre a legalidade da gestão interina da Prefeitura por parte do presidente da Câmara, que tambémpassou a ser alvo de investigação.
A operação em Turilândia revelou um esquema sofisticado de desvio de recursos públicos que envolvia diversos agentes políticos, empresários e servidores municipais. A liderança e o destino final do dinheiro desviado eram atribuídos ao prefeito Paulo Curió, que atuava como ordenador de despesas e direcionador de licitações, entre outras funções. A vice-prefeita também era peça-chave no núcleo empresarial do esquema, movimentando e ocultando os recursos desviados.
A ex-vice-prefeita Janaina Lima desempenhava um papel importante no controle empresarial e retenção dos valores desviados, mostrando a complexidade e a amplitude do esquema de corrupção em Turilândia. A investigação prossegue para responsabilizar todos os envolvidos na prática criminosa e garantir a justiça para a população afetada pelo desvio de verbas públicas.




