Prefeito e vice de Cachoeira Alta têm mandatos cassados por compra de votos

Neste último domingo, 21, o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) finalizou a investigação judicial eleitoral sobre a denúncia de compra de votos pela Coligação de Mãos Dadas Com o Povo, vencedora das eleições municipais de 2020 em Cachoeira Alta. O juiz eleitoral juiz Luis Peruca, da 97ª Zona Eleitoral, acolhendo parcialmente pedidos do Ministério Público Eleitoral, e cassou os diplomas do prefeito de Cachoeira Alta, Rodrigo Miranda Mendonça, e do seu vice, Eduardo Correa de Almeida

Rodrigo Miranda Mendonça deve pagar multa de R$ 50 mil e ser inelegível por oito anos, enquanto Eduardo Correa de Almeida foi punido com multa de R$ 30 mil e inelegibilidade de seis anos. A denúncia, feita pelo promotor eleitoral do Estado, Fabrício Lamas Borges da Silva, afirma que, em troca de votos, a coligação distribuiu combustível, dinheiro, vantagens econômicas, como pagamento de CNH e ração para cachorro. 

O advogado de defesa do prefeito de Cachoeira Alta, Dyogo Crosara, declarou que recebe com tranquilidade a sentença do juiz eleitoral.  “Na verdade, os fatos alegados não estão provados. A sentença se baseia em meros depoimentos contraditórios que não têm nenhuma relevância para o processo eleitoral. Condenar com base apenas no depoimento de uma pessoa, sem considerar que essa pessoa tem um histórico com o candidato adversário, isso é insuficiente para afastar o resultado das urnas”. 

Em nota à imprensa, assessores de Rodrigo Miranda Mendonça afirmam: “Informamos que a defesa de Rodrigo já interpôs no Tribunal Regional Eleitoral os recursos cabíveis e enviou provas para provar sua inocência. Certa e confiante de que a justiça será feita baseada em fatos verídicos e não somente em depoimentos que contradizem com a realidade e perseguição de opositores ao progresso de Cachoeira Alta, tendo plena certeza que esse resultado da sentença será revertido e a população tranquilizada tendo seu prefeito escolhido ocupando seu cargo até o final do seu mandato.”

Foi determinado ainda, pela Justiça Eleitoral, que caso não seja interposto recurso contra a sentença, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve ser informado para que convoque novas eleições no prazo de 20 a 40 dias.

Foto: Reprodução

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Indiciado, Bolsonaro diz que Moraes “faz tudo o que não diz a lei”

Após ser indiciado pela Polícia Federal (PF), o ex-presidente Jair Bolsonaro publicou em sua conta na rede social X, nesta quinta-feira (21), trechos de sua entrevista ao portal de notícias Metrópoles. Na reportagem, ele informa que irá esperar o seu advogado para avaliar o indiciamento. 

“Tem que ver o que tem nesse indiciamento da PF. Vou esperar o advogado. Isso, obviamente, vai para a Procuradoria-Geral da República. É na PGR que começa a luta. Não posso esperar nada de uma equipe que usa a criatividade para me denunciar”, disse o ex-presidente.

Bolsonaro também criticou o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). “O ministro Alexandre de Moraes conduz todo o inquérito, ajusta depoimentos, prende sem denúncia, faz pesca probatória e tem uma assessoria bastante criativa. Faz tudo o que não diz a lei”, criticou Bolsonaro.

Bolsonaro é um dos 37 indiciados no inquérito da Polícia Federal que apura a existência de uma organização criminosa acusada de atuar coordenadamente para evitar que o então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu vice, Geraldo Alckmin, assumissem o governo, em 2022, sucedendo ao então presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas últimas eleições presidenciais.

O relatório final da investigação já foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Também foram indiciados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; o ex-diretor da Agência Brasileira de Informações (Abin) Alexandre Ramagem; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno; o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; o presidente do PL, Valdemar Costa Neto; e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Walter Souza Braga Netto.

Na última terça-feira (19), a PF realizou uma operação para prender integrantes de uma organização criminosa responsável por planejar os assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes.

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