Prefeitura de Goiânia combate infração ambiental de extração de areia no Ribeirão Anicuns e aplica multa de R$ 20 mil

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Diretoria de Fiscalização da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), em averiguação a uma denúncia nesta quinta-feira ,13, realizou a autuação em flagrante de um homem responsável pela extração de areia no curso hídrico Ribeirão Anicuns, sem as devidas licenças ambientais.

“No momento da ação, o caminhão já estava carregado com 3 metros cúbicos de areia. O caminhão e as pás utilizadas pelo infrator foram apreendidos pela fiscalização ambiental”, explicou o presidente da Amma, Luan Alves.

A ação de fiscalização foi possível após a Amma identificar que o crime acontecia no momento da denúncia, quando os auditores fiscais chegaram ao local em que o infrator estava com o caminhão em carregamento.

“Não toleramos essas infrações ambientais em Goiânia. Infelizmente, após a retirada, a areia poderia ser vendida a depósitos de materiais de construção de forma clandestina”, detalhou Luan Alves.

A infração ambiental está prevista no Decreto Federal Nº 6.514 de julho de 2008 que diz sobre as infrações ao meio ambiente. “Extrair de florestas de domínio público ou áreas de preservação permanente, sem prévia autorização, pedra, areia, cal ou qualquer espécie de minerais: multa simples de R$ 5 mil a R$ 50 mil reais por hectare ou fração”, diz o artigo 45 da legislação.

A ação de fiscalização contou com o apoio da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (GCM).

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BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

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