Prefeitura de Goiânia reforça inclusão com entrega de revitalização do Cmai Brasil di Ramos Caiado

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), inicia o segundo semestre do ano letivo para 110 mil estudantes da rede municipal de ensino da capital, nesta quinta-feira, 03. A solenidade de oficialização da volta às aulas será realizada às 8h, no Centro Municipal de Apoio à Inclusão (Cmai) Brasil di Ramos Caiado, com entrega da revitalização da unidade pelo prefeito Rogério Cruz.

No Cmai Brasil di Ramos Caiado, os estudantes matriculados na rede e atendidos no contraturno das aulas regulares retornarão à unidade com melhorias. Foram realizadas trocas de janelas antigas por janelas de blindex, manutenção nas instalações elétricas, instalação de novas luminárias de LED nas salas de atendimento especializado e ares-condicionados, troca de piso da recepção, pintura geral em parceria com a Seinfra e outras adequações.

De acordo com o secretário municipal de Educação, Rodrigo Caldas, a entrega da revitalização do Cmai ressalta o compromisso de gerar cada vez mais qualidade à educação municipal. “No Cmai, são atendidas crianças com necessidades educacionais especializadas e elas precisam de um ambiente agradável e renovado. A reforma vem na perspectiva de valorizar o trabalho desenvolvido pelos profissionais e promover um espaço cada vez mais acolhedor a esses estudantes”, ressalta.

Durante o mês de julho, devido ao período de férias escolares, muitas unidades educacionais passaram por reformas e melhorias para atender os estudantes no retorno às aulas. Ao todo, são 377 unidades que retomam o ano letivo, entre escolas, Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), Centros de Educação Infantil (CEI) e unidades conveniadas. Serão 89 dias letivos até o dia 18 de dezembro.

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Mauro Cid confirma ao STF que Bolsonaro sabia de trama golpista

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava ciente de um plano para um golpe de Estado. O ex-ajudante de ordens foi ouvido pelo ministro Alexandre de Moraes na última quinta-feira, 21, para esclarecer contradições entre sua delação premiada e as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF).

De acordo com informações apuradas pela PF, a investigação revelou a existência de um plano envolvendo integrantes do governo Bolsonaro para atentar contra a vida de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes. Contudo, os advogados de Mauro Cid negam que ele tenha confirmado que Bolsonaro estava diretamente envolvido na liderança do suposto plano de execução.

Após prestar depoimento por mais de três horas, o advogado de Cid, Cezar Bittencourt, declarou que seu cliente reiterou informações já apresentadas anteriormente. A advogada Vania Adorno Bittencourt, filha de Cezar, declarou ao Metrópoles que Bolsonaro sabia apenas da tentativa de golpe.

O ministro Alexandre de Moraes validou a colaboração premiada de Mauro Cid, considerando que ele esclareceu omissões e contradições apontadas pela PF. O depoimento foi o segundo do tenente-coronel nesta semana, após a recuperação de arquivos deletados de seus dispositivos eletrônicos pela PF.

Bolsonaro indiciado pela Polícia Federal

No mesmo dia, a Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. O relatório foi entregue ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso no STF.

Entre os indiciados estão os ex-ministros Braga Netto e Augusto Heleno, além do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O grupo é acusado de crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa, atuando em seis núcleos distintos.

Bolsonaro, em resposta, criticou a condução do inquérito, acusando Moraes de “ajustar depoimentos” e realizar ações fora do que prevê a lei. As investigações continuam em andamento, com implicações graves para os envolvidos.

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