Prefeitura de SP decide manter grama natural em praça na Vila Mariana após críticas a instalação de material sintético
Comunidade da praça Rosa Alves da Silva protestou contra a instalação de grama sintética em área usada coletivamente e apontam riscos ambientais, possibilidade de restrição de uso público e ilegalidade na gestão do espaço.
A Subprefeitura Vila Mariana decidiu, após protestos de moradores locais, recuar da proposta de trocar a grama natural por grama sintética em uma praça da região. A revitalização proposta gerou debates acerca do uso do espaço público e preocupações com possíveis danos ambientais.
A obra planejada incluía a instalação de um campo sintético de rugby em uma área atualmente ocupada por um “campão” – uma combinação de gramado natural e terra batida utilizada para lazer, atividades esportivas e circulação de animais domésticos.
Localizada na Rua Machado de Assis, quase na divisa entre a Vila Mariana e o bairro da Aclimação, a praça possui mais de 13 mil m² e abrigava uma antiga garagem da Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC).
Após reunião com representantes da Câmara Municipal e moradores, a Subprefeitura decidiu manter a grama natural na revitalização da Praça Rosa Alves. O projeto visa priorizar o aspecto verde do espaço e inclui melhorias na drenagem para preservar o meio ambiente e a funcionalidade do campo de rugby.
Um grupo organizou um protesto e conseguiu suspender o início da obra, reunindo cerca de 2 mil assinaturas em um abaixo-assinado contra a instalação do sintético. A comunidade destacou preocupações ambientais como o aumento de temperatura, impermeabilização e contaminação por microplásticos.
O uso coletivo da praça é diversificado, abrangendo moradores, donos de animais de estimação, praticantes de futebol e rugby. Preocupações em relação às possíveis restrições de acesso e circulação dos frequentadores foram levantadas, assim como a possibilidade de gestão exclusiva do campo pela federação de rugby.
A Prefeitura de São Paulo, sob a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), concordou com um aditamento contratual para as adequações técnicas necessárias na obra, prevista para começar na segunda quinzena de janeiro de 2026. A decisão de manter a grama natural na Praça Rosa Alves reflete a importância do diálogo com a comunidade e a preservação ambiental em espaços públicos.




