Presente para Iemanjá: ancestralidade e proteção na tradição religiosa de Salvador

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Presente para Iemanjá representa ancestralidade e protege tradição religiosa: ‘É de grande importância que não se mercantilize a festa’

Celebrando as tradições à orixá, as celebrações acontecem nesta segunda-feira (2) e reúnem milhares de pessoas no bairro do Rio Vermelho.

O presente para Iemanjá simboliza a ancestralidade e a proteção da tradição religiosa. A prática remonta a mais de 200 anos atrás em Salvador. Durante o dia de celebração, o bairro do Rio Vermelho se enfeita com as cores azul e branca, e a responsabilidade de entregar a principal oferenda à Mãe das Águas está nas mãos dos pescadores e da comunidade de terreiro.

Em uma entrevista exclusiva a de, Elias Conceição, do Terreiro Olufanjá, compartilhou que a preparação da oferenda este ano foi coordenada pela segunda vez por Mãe Nicinha de Nanã. A escolha do presente ainda é mantida em segredo.

Elias, como Ogan do terreiro, destaca que a preparação vai além da construção do objeto material a ser oferecido e envolve um profundo esforço espiritual. Ele ressalta a importância da responsabilidade para os praticantes do Axé e a grande energia que envolve essa celebração.

A tradição de presentear Iemanjá no dia 2 de fevereiro é repleta de rituais e cuidados espirituais, como consultar e pedir permissão a Oxalá, o orixá regente do terreiro. Todo o processo de preparação é acompanhado de banhos e procedimentos espirituais para garantir a proteção de todos os presentes na festividade.

Em parceria com os pescadores, a comunidade de terreiro se une para acompanhar o ritual até a entrega da oferenda à divindade. A harmonia entre as duas partes é essencial nesse momento de celebração religiosa.

A preservação da dimensão sagrada da festa de Iemanjá é fundamental para manter viva a tradição histórica trazida pelo povo negro e de terreiro. Elias enfatiza a importância da religiosidade como elo que une todas as manifestações ligadas à festividade.

A participação ativa da Colônia de Pescadores Z1 é essencial para manter a tradição do evento. Junto com a comunidade de terreiro, os pescadores desempenham um papel crucial na preparação e realização da festa, com toda a logística necessária para honrar a Orixá das Águas.

A Festa de Iemanjá é reconhecida como Patrimônio Imaterial de Salvador pela Fundação Gregório de Mattos (FGM). Portanto, mais do que uma celebração, é um dia para oferecer o melhor em respeito e devoção a essa divindade tão importante para a cultura local.

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