Presidenciável do Missão envolvido em polêmicas: entenda as mensagens no Instagram

O pré-candidato a presidente da República pelo Missão, Renan Santos, esteve envolvido em um grupo no Instagram onde divulgava autores de extrema-direita, promovia concursos de “novinhas” e relatava o consumo de entorpecentes. Uma das bandeiras de sua campanha é o combate ao tráfico de drogas.

O Metrópoles teve acesso exclusivo às mensagens trocadas por Renan no grupo Cannipapo, no período de um ano e meio, entre abril de 2024 e outubro de 2025. Essas mensagens foram denunciadas ao Ministério Público Federal do Distrito Federal por Ian Bartholo Lukas Coelho, estudante de ciência política.

Em contato com a coluna, Renan confirmou a veracidade das mensagens e justificou cada uma delas. Ele foi adicionado ao Cannipapo em setembro de 2024, sendo sua primeira interação questionando a motivação de sua inclusão no grupo e se os colegas conheciam autores cultuados pela extrema-direita.

Consumo de drogas e conteúdo das mensagens

Renan admitiu ter usado cogumelos em algumas ocasiões e afirmou que há um mundo cheio de significados no inconsciente. O Cogumelo Mágico, também chamado de Cubensis, é conhecido por seus efeitos psicodélicos e seu cultivo é restritamente regulamentado no Brasil.

Recentemente, a polícia do DF desmantelou uma quadrilha que comercializava o Cogumelo Mágico, respondendo pelos crimes de tráfico de drogas qualificado, lavagem de dinheiro e integração em organização criminosa. Apesar de seu consumo, Renan tem se posicionado contra o tráfico de drogas e até mesmo queimou uma suposta bandeira do Comando Vermelho em um ato público.

Ao ser questionado sobre a origem dos entorpecentes que consumiu, Renan inicialmente disse ter recebido as substâncias de terceiros. Posteriormente, afirmou que não se recordava de ter consumido mais do que três vezes e que não financiava o tráfico internacional de drogas.

Conversas no Cannipapo

Quando ingressou no grupo, Renan questionou se os colegas conheciam alguns autores específicos, como BAP, Jordani e Astral. Ele chegou a elogiar a revista do Missão, que segundo ele contém pistas relacionadas a esses autores.

Durante as discussões no grupo, Renan fez comentários polêmicos sobre diversidade, lealdades e preferências pessoais. Chegou a dizer que “homens são mais leais” do que mulheres e que os gays são “pouco afeitos a lealdades” nas interações políticas.

Após uma série de mensagens controversas sobre judeus, mulheres e preferências estéticas, Renan encerrou uma votação realizada no grupo sobre a aparência de mulheres com comentários relacionados a “novinhas” e agradecendo o apoio dos participantes.

Declarações e posicionamentos

Renan explicou que sua participação no grupo visava encontrar pessoas com interesses semelhantes e não necessariamente endossava todas as ideias ali compartilhadas. Ele enfatizou que, apesar de relatar o consumo de drogas em algumas situações, não apoia o tráfico de entorpecentes e se comprometeu a não utilizar cogumelos mágicos novamente, caso seja essa a vontade de seus eleitores.

Para o político, o uso esporádico de substâncias psicodélicas não interfere em seu posicionamento público e seu compromisso com as pautas que considera importantes. Ele ressaltou que suas ações como homem público são o que realmente importam e que está aberto a ajustar suas condutas de acordo com as demandas da sociedade.

Em meio a polêmicas e críticas, Renan afirmou que sua postura como homem público permanece sólida e que está focado em defender os interesses que considera relevantes para o país. Ele se comprometeu a responder a eventuais questionamentos e a buscar sempre a transparência em suas ações e comunicações.

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