O presidente da Câmara assume a prefeitura de Turilândia em prisão domiciliar e sob investigação. Mesmo cumprindo a prisão em casa e sendo investigado pelo Ministério Público, José Luís Araújo Diniz, conhecido como “Pelego” (União Brasil), assumiu interinamente a Prefeitura do município após decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). O afastamento do prefeito Paulo Curió (União Brasil) e da vice-prefeita Tânya Mendes (PRD) levou à oficialização da mudança na linha sucessória por meio de uma portaria publicada recentemente.
A situação de Pelego, um dos investigados na Operação Tântalo II, levantou questionamentos sobre a legalidade de um vereador em prisão domiciliar assumir interinamente o comando do Executivo municipal. O promotor Fernando Berniz, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), esclareceu que, de acordo com a legislação municipal, a assunção interina do cargo pelo presidente da Câmara é permitida na ausência do prefeito e do vice.
A decisão judicial que autoriza Pelego e outros vereadores investigados a sair de casa exclusivamente para participar de sessões da Câmara Municipal levou à interinidade de Inailce Nogueira Lopes na presidência do Legislativo. O promotor destacou que o descumprimento das medidas impostas pela Justiça pode resultar em novas sanções, reforçando a importância do cumprimento das determinações judiciais para evitar consequências negativas.
Após audiência de custódia, a Justiça converteu para prisão domiciliar os vereadores suspeitos de corrupção em Turilândia. O Ministério Público destacou que as medidas adotadas visam garantir a continuidade administrativa sem prejuízo para o município, mesmo com a prisão do prefeito e da vice. A investigação da Operação Tântalo II revela desvios milionários em Turilândia, envolvendo gestores, empresários e agentes políticos.
A operação investiga desvios de mais de R$ 56 milhões e mira o prefeito, a vice e vereadores do município. A organização criminosa teria desviado recursos principalmente das áreas da Saúde e da Assistência Social. O esquema hierarquizado envolveu diversas pessoas, incluindo o prefeito, a vice e outros agentes políticos, como apontado pelo Ministério Público. A participação ativa dos envolvidos resultou em procedimentos irregulares e desvios significativos de verbas públicas.
A atuação dos agentes políticos e empresariais na organização criminosa revela a complexidade do esquema de corrupção em Turilândia. A venda de notas fiscais, a movimentação financeira e a retenção de valores ilustram a estrutura do esquema, destacando a participação de diferentes atores na prática dos ilícitos. A investigação em curso mostra indícios de diversos crimes, como fraude à licitação, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro, revelando a gravidade do caso em questão.
A participação ativa de figuras como o prefeito, a vice-prefeita e outros agentes políticos no esquema criminoso reforça a seriedade da situação em Turilândia. A Justiça busca responsabilizar todos os envolvidos nos desvios milionários de recursos públicos, visando a punição dos culpados e a reparação dos danos causados à sociedade. A transparência e a punição dos envolvidos são fundamentais para o combate à corrupção e a garantia da integridade nas instituições públicas.




