Em um momento de grande importância para o cenário político e econômico mundial, o presidente da França, Emmanuel Macron, solicitou uma reunião bilateral com o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante a cúpula sobre inteligência artificial que acontecerá em Nova Déli, na Índia. O encontro está previsto para ocorrer entre os dias 18 e 22 de fevereiro, período em que ambos os presidentes estarão na capital indiana para participar do evento internacional.
A solicitação de reunião foi feita através da Embaixada da França em Brasília e, embora ainda não tenha sido formalmente confirmada, é aguardada com expectativa pelos envolvidos. Além disso, durante a passagem pela Índia, Lula e Macron estão programados para participar de um fórum global dedicado à inteligência artificial, onde serão discutidos temas como regulamentação da tecnologia, soberania digital, segurança de dados e governança internacional do setor.
Espera-se que a cúpula reúna importantes personalidades políticas, executivos de grandes empresas de tecnologia e representantes de organismos multilaterais, em um momento de intensificação das discussões sobre questões como a supervisão de plataformas digitais, responsabilidade das grandes empresas de tecnologia e os impactos da inteligência artificial na economia e na segurança internacional.
Caso a reunião se concretize, será uma continuação do diálogo iniciado em uma conversa telefônica realizada no final de janeiro, assim como dos temas tratados durante a visita de Estado de Lula à França no ano passado. Durante esse encontro, Macron reconheceu o papel relevante que o Brasil desempenha nos esforços para o fim da guerra na Ucrânia.
É importante ressaltar que o Brasil tem sido pressionado internacionalmente devido à sua relação com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Na última ligação telefônica entre Lula e Macron, os dois abordaram a proposta de criação de um “Conselho da Paz” apresentada por Donald Trump como alternativa para tratar de conflitos internacionais fora da estrutura tradicional da ONU.
A possível reunião na Índia também ocorre em um momento crucial para as negociações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia. Após 26 anos de tratativas, foi assinado um acordo de livre-comércio entre os dois blocos, que aguarda a ratificação pelos parlamentos nacionais e pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor. No entanto, o texto precisará passar por uma revisão jurídica no Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar sua implementação.
Mesmo com resistências, especialmente na França, onde setores agrícolas e industriais se opõem à ampliação do acesso de produtos sul-americanos ao mercado europeu, Macron e Lula defendem o acordo como estratégico para os blocos e para o fortalecimento do multilateralismo e do comércio internacional baseado em regras. A expectativa é de que a reunião entre os presidentes possa contribuir para a consolidação dessas relações e para o avanço das pautas discutidas durante o encontro na Índia.




