O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, será ouvido pela Polícia Federal a pedido do ministro Alexandre de Moraes, após instaurar uma sindicância para investigar o atendimento médico prestado a Jair Bolsonaro na prisão. A manifestação ocorreu após Bolsonaro cair e bater a cabeça na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo apurado, o ex-presidente não acionou o protocolo de emergência e dispensou ajuda ao ser questionado sobre possíveis machucados. O CFM recebeu denúncias formais sobre a saúde do ex-presidente e afirmou que as declarações públicas sobre seu quadro causam extrema preocupação.
Em outubro de 2024, Gallo foi reeleito por unanimidade no CFM. Ele preside uma série de instituições médicas, como a Câmara Técnica de Bioética e um programa de estudos em Bioética. Além disso, recebeu condecorações, inclusive do governo de Bolsonaro. Moraes considerou a sindicância ilegal e determinou que Gallo seja ouvido em até 10 dias pela PF para explicar a conduta e apurar responsabilidades. O presidente do CFM é ginecologista e obstetra e está no cargo desde abril de 2022.
O CFM iniciou uma sindicância para investigar as condições de assistência médica a Bolsonaro na prisão. O ex-presidente, com histórico de cirurgias e comorbidades, não acionou o protocolo de urgência após bater a cabeça. Moraes considerou a sindicância desvio de finalidade e proibiu novos procedimentos do CFM. Bolsonaro foi examinado por médico da PF, que não indicou hospitalização. Após exames, foi constatado traumatismo craniano leve e Bolsonaro retornou à prisão.




