O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (21) que o país não cederá à pressão internacional durante as negociações nucleares em andamento com os Estados Unidos. A declaração foi feita ao vivo pela televisão estatal iraniana, em meio a um aumento das tensões diplomáticas e militares no Oriente Médio.
Veículos internacionais divulgaram as informações, incluindo declarações do presidente iraniano, do ministro das Relações Exteriores do Irã e do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com o Wall Street Journal e a agência Reuters, Washington está avaliando cenários militares enquanto as discussões diplomáticas estão em curso.
Durante um discurso público, Pezeshkian enfatizou que o Irã resistirá às pressões externas. Ele afirmou: “As potências mundiais estão se unindo para nos forçar a baixar a cabeça, mas não baixaremos a cabeça, apesar de todos os problemas que estão criando para nós”.
Na sexta-feira (20), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, anunciou que Teerã deve apresentar uma contraproposta nos próximos dias, após a rodada de negociações nucleares realizada nesta semana com representantes norte-americanos.
Já na sexta-feira, Donald Trump admitiu considerar uma ação militar limitada contra o Irã como forma de pressionar por um acordo sobre o programa nuclear. O presidente dos Estados Unidos afirmou: “Acho que posso dizer que estou considerando”. Essa possibilidade, conforme o Wall Street Journal, poderia servir como sinal de pressão para que o Irã aceite encerrar seu programa nuclear.
A situação acontece em meio a uma forte mobilização do poderio aéreo norte-americano no Oriente Médio, considerada a mais expressiva desde a invasão do Iraque. No entanto, não há indícios de que o governo dos Estados Unidos esteja planejando uma invasão terrestre, operação vista como de alto custo político e militar.
Segundo a agência Reuters, dois funcionários do governo norte-americano afirmaram que o planejamento militar em relação ao Irã avançou consideravelmente. Entre as opções discutidas estariam ataques direcionados a indivíduos específicos e até mesmo medidas que poderiam resultar em uma mudança na liderança iraniana, caso haja autorização presidencial. Esta situação reflete o momento delicado das negociações nucleares, com o Irã reforçando que não aceitará imposições externas, enquanto Washington mantém abertas tanto as negociações diplomáticas quanto a possibilidade de medidas coercitivas. A evolução das tratativas definirá os próximos passos em uma das crises geopolíticas mais sensíveis da atualidade.




