Em negociação para disputar governo de Minas, Pacheco acompanha Lula em visita à Zona da Mata; ‘Vamos conversar’, diz presidente
Na busca por fortalecer o palanque governista em Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido o nome do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco do PSD-MG. Recentemente, Pacheco acompanhou Lula em uma visita à região da Zona da Mata, em Minas Gerais. O objetivo da visita, além de tratar de questões relacionadas às áreas atingidas por fortes chuvas, foi discutir as possibilidades de uma eventual candidatura de Pacheco ao governo mineiro.
Durante uma coletiva de imprensa em Juiz de Fora, Lula apresentou o senador como um “convidado especial”. Em suas palavras, o presidente mencionou: “Trouxe um convidado especial que é o companheiro Pacheco. A gente estava sem conversar há muito tempo, então falei: vamos conversar um pouquinho.”
Após a declaração de Lula, Pacheco recebeu a menção com um sorriso no rosto, mostrando a cordialidade entre os dois políticos. Lula expressou publicamente o desejo de ver Pacheco como candidato ao governo estadual, o que reforça a possível parceria entre os dois.
Em um encontro no Palácio do Planalto neste mês, Lula e Pacheco deram encaminhamento à pré-candidatura do senador ao governo de Minas, conforme indicaram interlocutores. Desde o ano passado, ministros e aliados têm abordado Pacheco, reconhecendo nele um nome influente para compor o palanque ao lado do petista durante a campanha eleitoral.
No entanto, uma eventual decisão de Pacheco de concorrer ao governo de Minas envolve mudanças partidárias, já que seu atual partido, o PSD, planeja lançar Mateus Simões como candidato. Aliados de Pacheco afirmam que o senador pretende deixar o PSD em busca de uma nova sigla de Centro político, devido a divergências ideológicas dentro da atual legenda.
Dentre as opções mencionadas por aliados de Pacheco estão o União Brasil, liderado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o PSB e o MDB. A mudança de partido é vista como uma etapa necessária para fortalecer a possível candidatura de Pacheco ao governo de Minas e consolidar a parceria com Lula.




