Presidente negros no futebol: Gustavo Carmo do Cianorte desafia racismo no Dia da Consciência Negra

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Ex-parça de Neymar no Santos comanda SAF no Paraná e desafia racismo: “Reflexo da sociedade”

Gustavo Carmo comanda o Cianorte e é um dos poucos presidentes negros entre as quatro divisões do futebol brasileiro

Dia da Consciência Negra: Gustavo Carmo expõe desafios de raça no futebol
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Dia da Consciência Negra: Gustavo Carmo expõe desafios de raça no futebol

“Quando você precisa ser visto não só como mão de obra, você vê a escassez de oportunidade”. É assim que Gustavo Carmo resume a vivência no futebol como homem negro fora do campo. Presidente do Cianorte SAF, clube do interior do Paraná que disputa a Série D, ele é um dos poucos dirigentes negros entre as quatro divisões do futebol brasileiro.

No dia a dia do chamado Leão do Vale, ele ostenta com orgulho as tranças no cabelo para dirigir o clube que sonha em voos maiores no cenário nacional. Na atual temporada, o Cianorte chegou ao grande jogo do acesso à Série C do Brasileiro, mas acabou perdendo para o Barra nos minutos finais.

No cargo desde 2024, Carmo começou no esporte com o sonho de ser jogador. Ele fez parte da base do Santos, na mesma época que Neymar começava a chamar atenção. Dentro de campo, ele dividiu o gramado com semelhantes, mas foi quando decidiu migrar de carreira, que viu a presença de pessoas negras diminuir.

DE, ex-G1, com o ano de 2024, Carmo começou no esporte com o sonho de ser jogador. Ele fez parte da base do Santos, na mesma época que Neymar começava a chamar atenção. Dentro de campo, ele dividiu o gramado com semelhantes, mas foi quando decidiu migrar de carreira, que viu a presença de pessoas negras diminuir.

DE, ex-G1, com o ano de 2024, Carmo começou no esporte com o sonho de ser jogador. Ele fez parte da base do Santos, na mesma época que Neymar começava a chamar atenção. Dentro de campo, ele dividiu o gramado com semelhantes, mas foi quando decidiu migrar de carreira, que viu a presença de pessoas negras diminuir.

— O esporte traz essa questão de ter várias raças, e quando sai para áreas que não são só pelo talento esportivo, quando você precisa ser visto não só como mão de obra, você vê a escassez de oportunidade — refletiu o presidente, em entrevista ao DE.

1 de 5 Gustavo Carmo, presidente da SAF do Cianorte — Foto: Arquivo/Cianorte FC SAF
SAF

Gustavo Carmo, presidente da SAF do Cianorte — Foto: Arquivo/Cianorte FC SAF

“O FUTEBOL É REFLEXO DA SOCIEDADE”

Desafiando diariamente o racismo no cargo, Gustavo Carmo analisa o cenário do futebol como um reflexo da história do país, forjada na escravidão, uma das que mais demorou para ser abolida, e que traz consequências sociais até hoje.

DE, ex-G1, com o ano de 2024, Carmo começou no esporte com o sonho de ser jogador. Ele fez parte da base do Santos, na mesma época que Neymar começava a chamar atenção. Dentro de campo, ele dividiu o gramado com semelhantes, mas foi quando decidiu migrar de carreira, que viu a presença de pessoas negras diminuir.

DE, ex-G1, com o ano de 2024, Carmo começou no esporte com o sonho de ser jogador. Ele fez parte da base do Santos, na mesma época que Neymar começava a chamar atenção. Dentro de campo, ele dividiu o gramado com semelhantes, mas foi quando decidiu migrar de carreira, que viu a presença de pessoas negras diminuir.

— O futebol na verdade é um reflexo da sociedade. O jogo ficou cada vez para uma elite e eu penso que a elite brasileira ainda pensa dessa forma. Tanto que nós estamos falando que em cargos diretivos, ainda é minoria o meu caso. Eu acredito que a sociedade precisa ser tratada, não é só o futebol — analisou.

— O nosso país é uma mistura de raças, que foi formado com essa questão da escravidão. Faz muito pouco tempo que o Brasil aboliu a escravidão, é uma discussão muito profunda. Mas o futebol poderia ter mais negros em cargo fora do campo — completou.

DE, ex-G1, com o ano de 2024, Carmo começou no esporte com o sonho de ser jogador. Ele fez parte da base do Santos, na mesma época que Neymar começava a chamar atenção. Dentro de campo, ele dividiu o gramado com semelhantes, mas foi quando decidiu migrar de carreira, que viu a presença de pessoas negras diminuir.

“Cresci sendo o único da sala”

Nascido e criado no Guarujá, no litoral paulista, desde a infância, Carmo se acostumou a ser um dos únicos negros nos ambientes em que conviveu.

— Eu sempre me considerei uma pessoa privilegiada desde sempre, primeiro pelos meus pais que puderam me dar Uma excelente educação. Estudei sempre em colégio particular, o Santos me deu essa possibilidade de ser bolsista. Mas eu cresci na minha adolescência sendo o único da sala, né? Era visto como exceção à regra — contou o dirigente.

DE, ex-G1, com o ano de 2024, Carmo começou no esporte com o sonho de ser jogador. Ele fez parte da base do Santos, na mesma época que Neymar começava a chamar atenção. Dentro de campo, ele dividiu o gramado com semelhantes, mas foi quando decidiu migrar de carreira, que viu a presença de pessoas negras diminuir.

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