Presidente Prudente (SP): Hospital Regional prestam esclarecimentos sobre macas nos corredores.

Presidente Prudente (SP): Hospital Regional prestam esclarecimentos sobre macas nos corredores.

SÃO PAULO (SP) — O Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, está no centro de novas controvérsias sobre superlotação. Recentemente, o Ministério Público (MP) constatou uma diminuição na superlotação da unidade, no entanto, surgiram queixas quanto à presença de pacientes e macas nos corredores, o que levou o hospital a afirmar que a situação foi “resolvida”.

A TV TEM recebeu relatos e vídeos de cidadãos que mostram corredores lotados, com pacientes esperando atendimento. Mesmo diante desses relatos, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo garante que o problema foi superado e que não há mais casos semelhantes na cidade.

O MP continua monitorando a situação no HR. De acordo com a Promotoria, as macas vistas nos corredores seriam utilizadas apenas para exames, ressaltando que o desafio persiste devido à relutância dos prudentinos em serem transferidos para outras unidades de saúde, apesar da ampliação de leitos na região.

Renato Ferrari, diretor técnico do HR, explicou que, em média, cinco a seis transferências diárias estão sendo realizadas para outras unidades, com base na complexidade dos casos e no município de origem dos pacientes. Embora admita que a demanda por atendimentos ainda possa ser alta em determinados horários, Ferrari afirma que a superlotação já foi resolvida.

Durante a entrevista à TV TEM, o hospital apresentou imagens que mostram corredores desocupados no momento da gravação. No entanto, o diretor reconheceu que o HR enfrenta desafios com a demanda espontânea, onde pacientes com sintomas leves buscam atendimento diretamente no hospital, ao invés de procurar unidades de Pronto Atendimento ou Unidades Básicas de Saúde.

“No período diurno, o hospital enfrenta uma sobrecarga, especialmente durante os picos de atendimentos. Estamos redirecionando os atendimentos e a solicitação de exames de acordo com cada situação”, explicou o diretor.

Ferrari também mencionou que um sistema foi implementado para gerenciar a demanda e reduzir os tempos de espera dos pacientes. Ele destacou a importância da conscientização da população sobre a busca por atendimentos adequados, com o objetivo de oferecer uma experiência mais rápida e de qualidade aos pacientes.

Por fim, o diretor reafirmou que as dificuldades relatadas se referem a pacientes que aguardam “destinação de fluxo” e não há pessoas em espera por internação nos corredores.

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