Pressões de Trump sobre aliados ampliam a influência global da China, aponta
Bloomberg
A influência global da China tem crescido significativamente devido às pressões exercidas por Trump sobre seus aliados, conforme análise da Bloomberg. Na tentativa de fragilizar as alianças internacionais, o presidente dos EUA acabou fortalecendo o protagonismo de Xi Jinping, líder chinês. Esses eventos têm impacto direto nas relações geopolíticas entre os países, como ilustrado pela inauguração do Escritório de Representação de Taiwan na Lituânia, em 2021.
A situação envolvendo Taiwan e a Lituânia demonstrou a coerção econômica imposta pela China diante do fortalecimento dos laços entre os países. Enquanto Pequim aplicou medidas restritivas contra a Lituânia, visando pressionar o país báltico em relação a Taiwan, a Europa reagiu aprovando um instrumento legal para enfrentar a coerção econômica. Essa dinâmica reflete a busca do Ocidente, sob a liderança de Joe Biden, por conter a influência chinesa e proteger tecnologias estratégicas.
Os líderes do G7 comprometeram-se a evitar o uso da dependência econômica como ferramenta política, evidenciando uma postura conjunta em relação à China. Contudo, a volta de Trump à presidência dos EUA trouxe mudanças significativas nesse cenário. Através de ameaças tarifárias e intimidações, o presidente americano impactou a ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, culminando na fragilização das alianças globais.
Ao invés de fortalecer uma frente unida contra a China, líderes europeus passaram a considerar medidas de defesa econômica contra os EUA. A Alemanha criticou as ações de Trump, enquanto o presidente francês lamentou a falta de regras no cenário internacional. O impacto dessa mudança foi sentido no Fórum Econômico Mundial, onde o primeiro-ministro do Canadá alertou para a necessidade de união entre as potências médias diante das pressões das grandes potências.
A estratégia de Trump tem resultado em um aumento da influência de Xi Jinping no cenário internacional. Enquanto os EUA buscam estabelecer uma esfera de influência exclusiva, as ações do presidente americano têm impulsionado a China como uma alternativa econômica e diplomática. A postura errática de Trump expõe as contradições da estratégia americana, enfraquecendo a confiança dos parceiros e fortalecendo a posição de Xi Jinping.
Diante desse contexto, países como o Canadá têm buscado se distanciar das políticas americanas, estabelecendo acordos comerciais com a China e formando coalizões conforme a necessidade. A Índia também adota uma postura de equilíbrio em suas relações internacionais, buscando proteção frente às potências mundiais. A fragmentação do bloco ocidental e o desgaste da liderança americana abrem espaço para a China se apresentar como uma alternativa viável no cenário global.
Assim, a postura de Trump em relação à China acaba fortalecendo a posição de Xi Jinping e elevando o prestígio global do líder chinês. Em um cenário de incerteza em relação às ações dos EUA, muitos países consideram que uma dependência moderada da China é necessária não apenas para o crescimento econômico, mas também para proteger-se das pressões de Washington, contribuindo para uma reconfiguração das relações internacionais.




