Em uma operação realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Ceará, foram apreendidas canetas e ampolas de emagrecedores contrabandeados do Paraguai. Um homem de 40 anos, que estava transportando o material com o objetivo de entregá-lo em Fortaleza, foi preso. A ação ocorreu na BR-020, em Caucaia, na Região Metropolitana da capital cearense.
Durante a abordagem, os agentes da PRF localizaram o carregamento ilegal em um veículo com placas do Rio Grande do Sul. No total, foram encontradas seis canetas injetáveis à base de tirzepatida, 42 ampolas de medicamentos para emagrecimento, 72 agulhas para aplicação e comprimidos para disfunção erétil. Todos os produtos eram de origem paraguaia e não possuíam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A falta de controle de temperatura no transporte dos medicamentos comprometia a eficácia das substâncias e aumentava os riscos à saúde. Segundo a PRF, o consumo desses produtos sem prescrição médica e em condições inadequadas de armazenamento pode causar complicações graves, como distúrbios metabólicos e falência de órgãos, representando risco à vida.
O condutor do veículo confessou que adquiriu a mercadoria de forma ilegal na região de fronteira entre o Paraná e o Paraguai, em Foz do Iguaçu, e tinha como objetivo entregá-la em Fortaleza. O suspeito, que já tinha passagem por contrabando, foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal na capital cearense e autuado pelo mesmo crime.
A Polícia Federal continuará as investigações para descobrir a origem da carga, seu destino e se há envolvimento de outras pessoas, além de verificar possíveis conexões com esquemas de venda irregular de medicamentos. A ação reforça a importância do combate ao contrabando e à comercialização ilegal de produtos, visando preservar a saúde e segurança da população.
Portanto, apreensões como essa demonstram a atuação eficiente das forças de segurança na fiscalização e combate ao crime. É fundamental conscientizar a população sobre os perigos do consumo de substâncias sem controle e incentivar a compra de produtos regulamentados e seguros para a saúde. A colaboração da sociedade é essencial para coibir práticas ilícitas e proteger a integridade de todos.




