Cidades turísticas goianas não alteram decretos sanitários no feriado

Dos principais municípios com esse pefil, apenas Goiás determinou uso obrigatório de máscara em locais fechados

O feriado de Corpus Christi não deve alterar as medidas sanitárias de combate à Covid na maior parte das cidades turísticas goianas. Levantamento feito pela reportagem do Diário do Estado revelou que apenas em Goiás houve a publicação de decreto com base no atual cenário epidemiológico do estado. Os casos da doença chegaram a aumentar 1.200% em Pirenópolis após as Cavalhadas, no início deste mês.

A tendência de alta de casos e de aumento de internações em UTI no estado obrigou a prefeitura de Goiás a tornar novamente obrigatório o uso de máscara facial em locais fechados. A decisão ocorre exatamente dois meses após a liberação do item. De acordo com documento publicado nesta segunda, 13, todos os eventos com potencial de aglomeração de pessoas,  precisam de autorização municipal. As novas regras valem no feriado e até 30 de junho.

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Em Caldas Novas, não há novidade. Não é necessário cobrir o rosto e a boca em locais abertos ou fechados, exceto em unidades de saúde, desde março deste ano. O decreto que flexibiliza o uso de máscara também autorizou a lotação de 100% da capacidade para estabelecimentos comerciais, bares, restaurantes, hotéis, pousadas e parques. A liberação, no entanto, condicionou a mudança a um novo aumento de casos.

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No município de Alto Paraíso, na região da Chapada dos Veadeiros, a determinação permanece a de uso facultativo da proteção facial. A assessoria da prefeitura informa que os casos registrados subiram nesta segunda-feira, 13, devido a uma ação de testagem ampliada nas escolas municipais. Os dados ainda não foram atualizados e publicados no boletim epidemiológico.

A recomendação da Secretaria Estadual de Saúde é que pessoas mais vulneráveis, como grávidas, idosos acima dos 60 anos, imunossuprimidas, com comorbidades, sintomáticos respiratórios usem a máscara. A utilização também deve ocorrer , em serviços de saúde e ambientes com aglomeração de pessoa abertos ou fechados, a exemplo de transporte coletivo, locais de trabalho  e instituições de ensino.

De acordo com a pasta, o número elevado de goianos com Covid se explica pelo período mais frio e pessoas não-vacinadas ou com esquema vacinal incompletos. As estatísticas apontam que 73,48% da população goiana recebeu a segunda dose ou dose única contra Covid e 78,43% das crianças e adolescentes de 5 a 12 anos estão imunizados com o mesmo esquema vacinal.

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