Na última quarta-feira, uma operação da Polícia Civil resultou na prisão do cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. Os agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao artista e à sua mãe, Márcia Nepomuceno. A ação teve como objetivo localizar provas relacionadas a um caso de disparo de arma de fogo envolvendo Oruam, que teria ocorrido em dezembro do ano passado em Igaratá, São Paulo.
O cantor, filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, foi indiciado pelo crime de disparo de arma de fogo, colocando em risco a integridade física de diversas pessoas. Durante a busca e apreensão, os policiais buscaram pela arma utilizada no incidente e por materiais que pudessem identificar seu proprietário. Além disso, também foram cumpridos mandados na residência de Márcia Nepomuceno, mãe de Oruam.
Esta não é a primeira vez que o cantor se envolve em polêmicas. No ano passado, após se apresentar no festival Loolapalooza, em São Paulo, Oruam foi alvo de críticas por subir ao palco com uma camiseta pedindo a liberdade de seu pai. Ele também é ligado a Elias Maluco, assassino do jornalista Tim Lopes, sendo considerado tio do músico. A controvérsia em torno do cantor levou à discussão de uma possível “Lei Anti-Oruam” no Rio de Janeiro, que proibiria o poder público de contratar artistas que façam apologia ao uso de drogas ou ao crime organizado.
Recentemente, Oruam foi detido na Barra da Tijuca por dirigir de forma imprudente e com a carteira de motorista suspensa. Após o incidente, ele foi autuado e liberado mediante o pagamento de fiança. A prisão do cantor gerou repercussão tanto nas redes sociais quanto na mídia, alimentando debates sobre a conduta de artistas e a relação entre música e criminalidade.
A atuação de Oruam como artista e sua conexão com figuras do crime organizado têm levantado questões éticas e legais no cenário da música brasileira. Enquanto alguns defendem sua liberdade de expressão, outros criticam sua suposta glorificação da violência e do tráfico de drogas. O desdobramento deste caso deve continuar gerando debates e reflexões sobre a responsabilidade dos artistas e as consequências de suas ações para a sociedade como um todo. É importante analisar o impacto de figuras públicas como Oruam e refletir sobre os limites da liberdade artística em meio a contextos tão sensíveis como o tráfico de drogas e a criminalidade.