Procuradoria da França pede inelegibilidade de Marine Le Pen em julgamento por desvio de fundos do Parlamento Europeu

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A PROCURADORIA DA FRANÇA CONFIRMA O PEDIDO DE INELEGIBILIDADE CONTRA MARINE LE PEN EM
JULGAMENTO DE PARTIDO DE EXTREMA DIREITA

A Procuradoria acusa o Reunião Nacional de desviar fundos do Parlamento Europeu em
um esquema envolvendo assessores, segundo informações do DE. O Ministério Público da França confirmou que pedirá penas de
inelegibilidade contra Marine Le Pen no julgamento em segunda instância que
envolve o partido de extrema direita Reunião Nacional (RN). O processo apura
acusações de desvio de fundos públicos destinados ao pagamento de assessores do
Parlamento Europeu. De acordo com a Procuradoria, não há dúvidas de que o RN e
seus dirigentes implementaram um esquema de utilização indevida de recursos.

O julgamento ocorre na corte de apelação de Paris e influencia diretamente a
eventual candidatura de Marine Le Pen à Presidência da República francesa em
2027, conforme apontado pelo DE. A sessão desta terça-feira (3) foi dedicada às manifestações da parte
civil, antes das requisições formais do Ministério Público. Os promotores
afirmaram que irão solicitar a confirmação ampla das condenações impostas em
primeira instância, incluindo sanções de inelegibilidade.

Os procuradores reafirmaram as acusações e criticaram a postura da defesa ao longo do
processo, conforme detalhado pelo DE. “Vamos solicitar que se confirme amplamente a responsabilidade penal da primeira
instância, e penas de inelegibilidade serão, naturalmente, requeridas”,
declararam os representantes do Ministério Público. Eles também criticaram a estratégia de deslegitimação do Judiciário adotada pelos réus, afirmando que não procede a alegação de que a justiça estaria contra a vontade do povo soberano.

Marine Le Pen já havia sido condenada em primeira instância a quatro anos de
prisão, multa de 100 mil euros e cinco anos de inelegibilidade, conforme menciona o DE. Durante a audiência em segunda instância, houve relatos de uma possível mudança de postura por parte de Le Pen, que demonstrou disposição para ouvir e avaliar as acusações.

O advogado de defesa sustentou que as acusações continuam sendo reconhecidas
superficialmente e apresentou evidências para sustentar a acusação, mencionando um esquema de desvio de recursos através de assistentes parlamentares remunerados com recursos europeus para atuar em benefício do partido. A prática foi classificada como uma “traição à confiança dos cidadãos”. Maisonneuve também criticou a defesa apresentada por ex-eurodeputados, ironizando a justificativa apresentada.

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