Procuradoria de Paris investiga possíveis crimes de cidadãos franceses ligados a Epstein

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A Procuradoria de Paris está investigando possíveis crimes de cidadãos franceses ligados a Epstein. O órgão francês informou ter recebido três novos casos, esclarecendo que os documentos podem envolver crimes de diversas naturezas. Essa investigação se dá após a publicação de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, relacionados ao financista Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019 em um caso classificado oficialmente como suicídio.

Com base nas informações divulgadas, a Procuradoria de Paris nomeou magistrados para analisar as provas de supostas relações de cidadãos franceses com Epstein. As investigações estão sendo conduzidas em coordenação com a Procuradoria Nacional Financeira e em conjunto com a Direção Nacional da Polícia Judiciária, visando instaurar investigações para aprofundar o caso.

No início de fevereiro, as autoridades francesas destacaram a aparição de Fabrice Aidan, um diplomata francês, nos documentos divulgados pelas autoridades americanas. Aidan, que atuou por 25 anos no Quai d’Orsay, foi suspenso de suas funções após as revelações. Embora os documentos não o vinculem diretamente aos crimes sexuais de Epstein, indicam sua participação em um sistema de trocas e favores que facilitava a circulação do financista em meios diplomáticos e o acesso a informações internas da ONU.

A defesa de Aidan nega veementemente as acusações, afirmando que ele contesta todas elas e que nunca houve consulta a sites de pornografia infantil. A advogada do diplomata ressalta que o FBI investigou o caso sem apresentar acusações e que investigações na França chegaram à mesma conclusão. O ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, encaminhou o caso à Justiça, classificando os fatos como “presumidos”, e iniciou um procedimento disciplinar contra o diplomata.

Além das informações envolvendo Fabrice Aidan, outras denúncias chegaram à Procuradoria de Paris. Uma mulher sueca apresentou uma denúncia contra Daniel Siad, recrutador de modelos associado a Epstein, acusando-o de “atos sexuais” descritos como estupro, que teriam ocorrido na França na década de 1990. Em outra denúncia, o maestro Frédéric Chaslin foi acusado de assédio sexual em 2016. Esses novos casos ampliam o escopo das investigações em curso.

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