Produtor rural morto por PMs é sepultado em Pelotas após ação polêmica – PMs afastados e investigação em andamento

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Produtor rural morto por policiais militares durante ação é sepultado em Pelotas

Corporação afastou os 18 PMs envolvidos no caso. Inquéritos na Brigada Militar e na Polícia Civil vão apurar responsabilidades.

Agricultor é morto a tiros dentro de casa durante ação da PM do RS

O corpo do produtor rural Marcos Nornberg, de 48 anos, foi sepultado na manhã desta sexta-feira (16) no Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula, em Pelotas. Ele foi baleado e morto dentro de casa por policiais militares durante uma ação na zona rural do município. Relembre o caso abaixo.

Amigos e familiares acompanharam a despedida. Em razão dos ferimentos, o velório ocorreu com caixão fechado.

Antes de ir para Pelotas, Marcos morou em Caxias do Sul. De acordo com a viúva de Marcos, Raquel Nornberg, o produtor havia se mudado para o município do Sul em busca de paz.

Nornberg ficou responsável pela produção da família depois que o pai perdeu um dos braços em decorrência de um câncer. Eles plantavam morango e milho doce para depois vender em feiras.

Amigos e familiares se despedem de produtor rural morto por policiais no RS — Foto: Stéfane Costa/RBS TV

POLICIAIS MILITARES SÃO AFASTADOS

O comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Cláudio Feoli, informou que foram afastados os 18 policiais militares envolvidos na ação. A Corregedoria-Geral da Corporação instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso. As armas utilizadas na ação foram apreendidas.

Feoli avaliou que a colisão de percepções no momento da abordagem foi fatal e classificou o caso como “um grande mal-entendido com desfecho trágico”.

“Tivemos o entendimento do proprietário de que estava sendo roubado e, do outro lado, por parte dos policiais, de que havia, então, uma agressão oriunda de criminosos que faziam a guarda dessa localidade”, disse.

Paralelamente, a Polícia Civil também abriu um inquérito. O delegado César Nogueira afirmou que a Corporação não tinha conhecimento prévio da operação da BM e classificou o número de policiais e viaturas como “incomum”.

Testemunhas, incluindo a viúva e familiares da vítima, serão ouvidas a partir de segunda-feira (19).

A operação foi planejada após a BM receber um informe da Polícia Militar do Paraná. A informação, repassada por dois homens presos no estado vizinho, indicava com alta precisão a propriedade de Nornberg como um depósito de armas e veículos roubados.

O comandante defendeu a urgência da averiguação. “Na prática, quando nós temos um informe com tantas minúcias, não nos cabe ficar inertes”, declarou. Ele afirma, entretanto, que nenhuma das informações repassadas pelos presos no Paraná era verdade.

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