Produtora rural no PR perde 30 toneladas de tilápias e R$ 250 mil de prejuízo

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Uma produtora rural perdeu cerca de 30 toneladas de tilápias e teve um prejuízo de R$ 250 mil após os aeradores dos tanques pararem de funcionar durante a madrugada de sábado (7), em Toledo, no oeste do Paraná.

Segundo a criadora Élida Marchioro, o problema começou depois que houveram oscilações de energia na propriedade. Ela afirmou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que, com as oscilações, o painel elétrico que mantém os equipamentos de aeração queimou. Com a interrupção do sistema, os peixes ficaram sem oxigenação e morreram.

Os peixes já estavam quase na fase de serem entregues para o frigorífico. Cada peixe já estava com quase 1 quilo cada”, afirmou Élida.

Companhia de Energia se manifesta

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou em nota que não houve registro de falta de energia ou oscilações de tensão na rede que atende a propriedade da família, nem na sexta-feira (6) nem no sábado (7). A companhia disse ainda que técnicos estiveram no local no sábado e conversaram com a produtora. Segundo a empresa, a produtora relatou que houve defeito no painel interno de distribuição de energia da própria propriedade.

A Copel também afirmou que não havia registros recentes de reclamações da unidade consumidora. De acordo com a empresa, um novo protocolo foi aberto pela produtora apenas na tarde de sábado.

Prejuízo recorrente para a família

Élida e o marido, Ivanir Marchioro, criam tilápias há cerca de dez anos na comunidade Linha Tapuí. A piscicultura é a principal fonte de renda da família. Segundo a produtora, o fim de semana foi de trabalho intenso na propriedade. A família precisou retirar os peixes mortos dos tanques, limpar as estruturas e tentar restabelecer o funcionamento do sistema.

Ela cita ainda que não é a primeira vez que a criação sofre perdas por problemas elétricos. Há cerca de dois anos, uma situação semelhante teria causado a morte de 50 toneladas de peixes.

Novos desdobramentos

Segundo a companhia, não há evidências de que o equipamento tenha sido danificado por falha na rede elétrica, nem de que a morte dos peixes esteja relacionada ao serviço prestado pela empresa. “Já é a terceira vez que isso acontece. A penúltima vez ficamos sem luz por mais de 72 horas. E até hoje não recebemos um real ressarcimento”, disse a produtora.

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