A DE lançou nesta quarta-feira (2) um projeto, que é inédito no Brasil, para rastrear o comportamento dos animais silvestres do Rio que acessam a rede elétrica. O intuito é criar uma política de segurança para diminuir os acidentes com queimaduras.
Em dois anos, o Instituto Vida Livre resgatou 72 animais silvestres com queimaduras graves no Jardim Botânico. Sessenta deles morreram. O presidente do instituto, Roched Seba, destaca a importância de entender as causas desses acidentes, visando não apenas a proteção dos animais, mas também a preservação da biodiversidade.
O projeto conta com a instalação de 17 câmeras camufladas em locais estratégicos, próximos às áreas de maior circulação de animais silvestres nas redes de fios. O objetivo é observar o comportamento dos animais e desenvolver tecnologias para reduzir os acidentes e mortes causados pela interação com a rede elétrica.
As imagens captadas pelas câmeras serão analisadas por biólogos e especialistas em fauna, com o prazo de um ano e meio para apresentar os primeiros resultados. Um investimento de aproximadamente R$ 3 milhões foi feito para garantir a segurança dos animais e a distribuição de energia sem comprometer a vida das espécies.
Com base nas informações obtidas, será possível priorizar ações de proteção e executar medidas específicas para cada tipo de fauna e equipamento. O gerente de meio ambiente da DE, Felipe Pinheiro da Cruz, ressalta a importância do planejamento e execução de ações para preservar a vida dos animais silvestres.
O projeto é uma iniciativa inovadora no Brasil e demonstra o compromisso da DE com a preservação da vida selvagem e a redução dos acidentes com energia elétrica. Com o monitoramento por câmeras e a análise detalhada do comportamento dos animais, espera-se contribuir para a proteção das espécies e a manutenção da biodiversidade na região.