Promotoria recomenda que prefeitura de Sanclerlândia pare de distribuir invermectina para a população

SC - CORONAVÍRUS/IVERMECTINA/ESTUDOS - GERAL - A ivermectina, usada para tratamento contra parasitas em seres humanos e animais, é tida   como a nova medicação capaz de curar-ou prevenir-a infecção contra o coronavírus.   Mesmo sem nenhum estudo conclusivo comprovando a eficácia do remédio para tratar a   covid-19, o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de São   Paulo (Sincofarma) confirma que houve um aumento das prescrições, mas especialistas   alertam para os riscos de uso indevido. Cientistas australianos publicaram em junho um   estudo científico informando que o remédio conseguiu interromper a replicação do vírus   em laboratório. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia informado   em nota no dia 10 que os estudos sobre a ivermectina para tratar covid-19 não eram   conclusivos.   20/07/2020 - Foto: EDUARDO VALENTE/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDO

A Promotoria de Justiça de Sanclerlândia recomendou que a prefeitura da cidade, bem como a Secretaria de Saúde, parem de distribuir os “kits preventivos da Covid-19“. Eles contém 3 comprimidos de invermectina, 30 comprimidos de Zinco e 4 comprimidos de vitamida D.

De acordo com a promotora de Justiça Ariane Patrícia Gonçalves, nem a Anvisa e nem a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás confirmaram o benefício do uso destes medicamentos como tratamento preventivo da Covid-19.

A prefeitura também deve divulgar em suas redes oficiais, num prazo de 24h, que não há evidências robustas da eficácia dos medicamentos do “kit preventivo”. Eles também devem reafirmar “medidas reconhecidamente eficazes de proteção e prevenção à contaminação”, explica o site do Ministério Público de Goiás.

“O Ministério Público entendeu que a divulgação da distribuição de kits de prevenção pode induzir comportamentos arriscados na população, por gerar falsa sensação de segurança, além de falsas expectativas, e impactar negativamente na adesão a outras medidas de prevenção”, declarou a promotora.

Ainda segundo Ariane Patrícia Gonçalves, a aquisição de ivermectina, zinco e vitamina D pelo poder público configura prática antieconômica, por não prezar pelo bom uso do recurso público.

Imagem: Eduardo Valente/Ishoot/Estadão Conteúdo

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