Neste debate realizado em São Paulo, representantes dos principais candidatos à presidência discutiram temas cruciais para a economia do país, incluindo a necessidade de um ajuste fiscal, o controle das apostas e a reforma tributária que entrará em vigor em 2027.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que representa a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a importância de manter a gestão responsável das contas públicas, após ter herdado um déficit de R$ 189 bilhões. Ele projeta um orçamento com superávit de R$ 20 bilhões até 2027 e defende a contenção da inflação e a atração de investimentos para a redução da taxa de juros.
Durigan afirmou que o atual governo já fez progressos significativos na reforma tributária, que buscou melhorar a justiça fiscal ao tributar menos o consumo e os mais pobres, enquanto aumentou a taxação sobre os mais ricos. Em relação ao setor de apostas, ele defende que deverá ser regulamentado de maneira rigorosa, similar ao que é feito com o tabagismo.
Luiz Carlos Hauly, assessores da candidatura de Augusto Cury, criticou as altas taxas de juros do Brasil, que seriam uma armadilha para a economia. Para ele, é necessário reformular a estrutura fiscal do país, não através de cortes superficiais, mas com uma reestruturação profunda e sustentável.
Hauly enfatizou a importância de aperfeiçoar a reforma tributária, destacando que o IVA terá um papel fundamental na simplificação do sistema fiscal, reduzindo a quantidade de normas. Ele também expressou sua visão contrária à indústria de apostas, propondo a eliminação da publicidade e a extinção do setor.
O deputado Kim Kataguiri, defensor da candidatura de Renan Santos, falou sobre a necessidade de um ajuste fiscal imediato, através de uma proposta que busca desindexar benefícios previdenciários e alterar práticas fiscais consideradas insustentáveis. Ele acredita que isso permitirá ao Brasil evitar um período de shutdown orçamentário.
Carlos da Costa, representante de Romeu Zema, criticou o modelo atual que estima que a dívida pública subiu de 73% para 83% do PIB. Ele defendeu a urgência em revisar as regras do Simples Nacional para apoiar microempresas e posicionou-se firmemente contra todas as formas de apostas.
Representando Ronaldo Caiado, o ex-deputado Roberto Brandt também destacou a importância do ajuste fiscal e propôs uma emenda constitucional de emergência para permitir que o governo suspenda temporariamente alguns gastos obrigatórios, necessário para viabilizar reformas estruturais, garantindo que os altos juros refletirão as expectativas do mercado sobre a trajetória da dívida pública.



