Protesto em defesa da Serrinha do Paranoá: entenda a polêmica

Os moradores e ambientalistas do Distrito Federal se uniram em um protesto em defesa da Serrinha do Paranoá, área que vinha sendo alvo de controvérsias devido a um projeto de criação de um parque distrital. A Associação de proteção ambiental argumenta que a área incluída no projeto não corresponde à totalidade da Serrinha do Paranoá, conforme inicialmente apresentado para o socorro ao Banco de Brasília (BRB).

O decreto publicado nesta terça-feira (7) no Diário Oficial do DF oficializou a criação da unidade de conservação, após o anúncio feito pela governadora Celina Leão. O parque tem como objetivo recuperar áreas degradadas, proteger a fauna e incentivar atividades como trilhas, ciclismo e educação ambiental. A gestão do espaço ficará a cargo do Brasília Ambiental (Ibram), que terá até dois anos para elaborar o plano de manejo com a participação da comunidade local.

Em comunicado, o Instituto Brasília Ambiental afirmou que tanto a Gleba A quanto a área do Parque Distrital da Serrinha do Paranoá fazem parte do mesmo conglomerado territorial. No entanto, a Associação Preserva Serrinha levanta preocupações sobre a participação da população na definição da área do parque, considerando-a pequena em relação ao tamanho total da Serrinha do Paranoá. Além disso, existe o receio de que a Gleba A ainda possa ser utilizada no plano de socorro ao BRB.

Áreas distintas e mudanças de posicionamento

O terreno de 716 hectares foi apontado como o maior e mais valioso lote incluído na proposta inicial para salvar o BRB. Ambientalistas defendiam a exclusão da Serrinha do Paranoá do projeto desde o início. O então governador Ibaneis Rocha classificou a discordância como uma “guerra de ambientalistas e oposição à solução para o BRB”.

Com a mudança de governo, Celina Leão adotou um novo posicionamento, resultando na criação do parque. No entanto, segundo a Associação Preserva Serrinha, as áreas não são as mesmas, o que poderia permitir que a gleba A continuasse inserida no plano de socorro ao BRB. Veja o mapa abaixo para compreender a delimitação das áreas:

Anúncio de retirada da área

No dia 1º deste mês, o GDF anunciou a retirada da Gleba A da Serrinha do Paranoá do plano de salvamento do Banco de Brasília. A governadora Celina Leão destacou a importância de preservar o meio ambiente e a área sensível da região. A decisão garante a conservação ambiental e determina a criação do Parque da Serrinha, com destinação definitiva para a conservação e uso sustentável da área.

Segundo o comunicado do GDF na época, a retirada da Serrinha do Paranoá de qualquer proposta ligada ao plano de capitalização do BRB assegura a preservação da região, considerada relevante do ponto de vista ecológico. O Instituto Brasília Ambiental e a Secretaria de Meio Ambiente estão encarregados de adotar as providências necessárias para estabelecer o Parque da Serrinha.

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Com a união dos moradores e ambientalistas em defesa da Serrinha do Paranoá, a sociedade civil demonstra sua preocupação e engajamento na preservação ambiental. A criação do Parque Distrital é vista como um avanço, mas a atenção permanece voltada para garantir a proteção efetiva da área em questão.

O envolvimento da população é fundamental para acompanhar de perto as ações do Brasília Ambiental e fiscalizar a implementação do plano de manejo do parque. Ao assegurar a proteção da fauna e flora local, o novo espaço poderá se tornar um ponto de referência para atividades de lazer e educação ambiental na região.

A retirada da Gleba A do plano que visava a ajuda ao BRB representa a vitória da mobilização popular em prol da manutenção dos recursos naturais. Com a garantia da preservação ambiental da Serrinha do Paranoá, a comunidade local e os ambientalistas celebram um importante passo rumo à sustentabilidade e conservação do patrimônio ecológico do Distrito Federal.

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