Protestos no Irã deixam 3700 feridos e causam danos em escolas e mesquitas

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Protestos no Irã deixam 3700 feridos

Danos atingiram até 250 escolas, cerca de 300 mesquitas e aproximadamente 90 escolas religiosas tradicionais

Os últimos acontecimentos no Irã têm sido marcados por protestos intensos que resultaram em milhares de feridos e danos materiais significativos. Segundo Ebrahim Azizi, presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, cerca de 3.700 pessoas ficaram feridas durante os distúrbios que tomaram conta do país. Os danos se estenderam a inúmeras instituições, incluindo 250 escolas, 300 mesquitas e 90 escolas religiosas tradicionais. Além disso, os manifestantes também destruíram mais de 2.200 veículos pertencentes às forças de segurança iranianas e à milícia Basij.

Os protestos tiveram início no final de dezembro de 2025, impulsionados por preocupações em relação ao aumento da inflação causado pelo enfraquecimento da moeda local, o rial iraniano. A situação se agravou a partir de 8 de janeiro, quando Reza Pahlavi, filho do ex-xá do Irã deposto em 1979, convocou a população a se manifestar. Como resultado, as manifestações ganharam força em todo o país, levando o governo a bloquear o acesso à internet como medida de controle. Em diversas cidades iranianas, os protestos se transformaram em confrontos com a polícia, com os manifestantes expressando abertamente sua insatisfação com as políticas governamentais.

A escalada de tensão entre os manifestantes e as forças de segurança resultou em relatos de vítimas de ambos os lados. Diante desse cenário de turbulência social, as autoridades iranianas têm se esforçado para conter a violência e restabelecer a ordem pública. No entanto, a magnitude dos danos e o alto número de feridos representam um desafio significativo para o país, que enfrenta uma crise sem precedentes. A comunidade internacional tem acompanhado de perto os acontecimentos no Irã, expressando preocupação com a situação e pedindo o respeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão. Diante desse contexto, resta aguardar os desdobramentos dos protestos e suas possíveis consequências para o futuro político e social do país.

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