O PSol reconhece que Glauber Braga terá um revés na luta contra a cassação. O deputado do PSol foi alvo de um processo na Câmara por ter chutado um militante do Movimento Brasil Livre (MBL). A cúpula do PSol reconhece que são poucas as chances de o deputado escapar de um parecer pela cassação no Conselho de Ética da Câmara. O relator do processo, o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), votou a favor da perda do mandato. A pedido de Chico Alencar (Psol), no entanto, a votação foi adiada e deverá ocorrer na próxima quarta-feira.
Nos bastidores, integrantes da sigla avaliam que a batalha no colegiado está praticamente perdida. Ainda haverá uma tentativa de reverter votos contra o parecer do relator, mas a expectativa é que o esforço não surtirá efeito. O texto, então, seguirá para o plenário da Câmara, onde votam os 513 deputados. Lá, o PSol travará uma batalha para tentar salvar o mandato de Glauber Braga. A perda de mandato exige votos da maioria absoluta dos deputados, ou seja, de pelo menos 257.
Enquanto isso, o PSol tentará ganhar tempo alegando que o processo de cassação de Chiquinho Brazão, acusado de mandar assassinar a ex-vereadora Marielle Franco, ainda não foi apreciado pela Câmara. Glauber Braga se tornou alvo de um processo no Conselho de Ética da Câmara por expulsar aos chutes, em abril de 2024, um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) do interior da Casa. Ele é acusado de quebra de decoro parlamentar.
A situação de Glauber Braga é delicada e o PSol enfrenta um desafio importante para proteger o mandato do deputado. Com a votação próxima, resta saber como a sigla irá lidar com o revés na luta contra a cassação. Enquanto o processo segue seu curso na Câmara, os holofotes estão voltados para as próximas movimentações políticas que irão definir o futuro de Glauber Braga na Casa. Caso o parecer pela cassação seja aprovado, o deputado poderá perder seu mandato e enfrentar as consequências de suas ações.